Reciclável

Letícia, com 3 anos e 5 meses,  contando para sua mãe como foi o dia na escola:

– Mãe, a Maria Rosa e a Tamar queria me jogar no lixo. 

– De verdade filha? Ou elas estavam de brincadeira? 

– De verdade mamãe! (Fazendo sim com a cabeça e com os olhos esbugalhados)

– Mas não dá né filha…

E após uma breve reflexão, Letícia concluiu:

– É verdade… presisa amassar, fazer uma bolinha e depois me jogar, né?

A casa do irmão

Flavio, com 2 anos e 2 meses, acabou de ter um irmãozinho e já conseguiu aprender muitas coisas com esta nova experiência.
Essa semana, ele resolveu desenhar e falou:
– Você sabe quê qué isso, mamãe?

– Não, o que é? – perguntou sua mãe.

– É pacenta! Eu tô deseando uma pacenta!

– Hã, uma PLACENTA?

– É, era casa do imão. Uma pacenta, uma pacentona!

Ioiô

Com três anos, Vaninha estava brincando com um ioiô japonês, aquele que é um papel encerado e enrolado em um palito e que só se mantém assim enrolado se for preso por um elástico, pois a qualquer movimento ele se desenrola e forma um canudo.
Depois de esticar várias vezes o ioiô, enrolou no palito para guardar, mas o rolinho de papel não parava firme porque ela não tinha nada com que prender. Depois de várias tentativas, reclamou:
– Ô mãããããe, o meu ioiô só tá cochichando.
– Cochichando Vaninha? Você sabe o que é cochichar?
– Sei! Quem cochicha o rabo espicha!

Diversas do Theo 7

Theo, com 4 anos e 3 meses, conseguiu colaborar bastante com o blog semana passada:

Brincando de médico 

– Mãe, já sei, Raio X é um raio que faz xxxxiissss, né?

Na escola

Depois de levar uma “chamada” (merecida) da professora:
– Sabe, se eu fosse você eu não seria assim tão mandono. Não é legal ser tão mandono.


Entregando uma lembrancinha de dia dos professores:
– Eu trouxe um presentinho, eu escritei todos os nomes, bem coloridos.

No pátio:
– Theo, por que você está gritando? Parece uma arara. – diz a professora.
– Não pareço, não, eu sou um menino. Arara grita em “ararês”! – responde o rapazinho.

Caminhando com sua mãe

 – Mãe, eu quero ser motorista de táxi, né?
– É, você já me contou, motorista de táxi, médico e marceneiro, né?
– É, eu quero porque o motorista de táxi fica pra lá e prá cá, levando as pessoas… ele não tem casa, né?
– Tem, filho, ele trabalha dirigindo, mas quando acaba volta pra casa, como todo mundo que trabalha fora de casa.
– Ah, tá bom.

Alguns raríssimos momentos de silêncio depois, ele  volta com sua infinita busca por entender os dias:
– Mãe, que dia é hoje? É amanhã?
– De novo, filho? A gente já conversou tanto sobre isso… Hoje é hoje, hoje é sexta-feira, tá bom?
– Mas hoje é dia do pai, da mãe, da criança?
– Não, acho que hoje não é dia de nada dessas coisas, mas depois a gente pesquisa.
– Não é dia do professor?
– Não, já passou, lembra?
– E quando é o dia do motorista de táxi?

Uma escola diferente

A Eva, filha da Tathi, tem quase dois anos e ama desenhos animados. Já viu quase todos os clássicos da Walt Disney e agora está vidrada no Pinóquio. 

Dia desses, ela chamou a mãe e falou com a maior convicção: 
– Mãe, eu vou para a escola!
Como ainda não tinha comentado nada sobre o tema “escola”, Tathiana estranhou e perguntou:
– Mas com quem você vai para a escola?
E a Eva respondeu com a maior cara de levada:
– Eu vou para a escola com o Pinóquio!
(essa só vai entender quem já leu ou assistiu a história do boneco de madeira que queria ser menino 🙂

A chegada da Primavera

Quando estava na primeira série Amanda levava muito em consideração tudo o que a professora dizia.
Certo dia, no mês de setembro, seu pai disse que eles viajariam e a mocinha, muito preocupada, disse logo:
– Não, pai, a gente não pode viajar!

– E por que não, filha?

– Porque a professora disse que nós temos que nos preparar pra chegada da Prima Velha!

Japonês!

Ricardo, um nissei de uns 35 anos, passeava por uma bela praia da Bahia, quando encontrou um garotinho que parou embasbacado na sua frente.
Ricardo, então, percebeu que o garoto estava muito interessado nos seus olhos. E perguntou:
– O que foi? Nunca viu um japonês?
E o menino lhe deu um sorriso sincero e respondeu com admiração:
– Só o Jaspion!!!