Sangue e ossos
Theo, continuando suas explorações anatômicas:
– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.
– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.
(pausa reflexiva)
– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!
– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.
(nova pausa)
– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?
Lápis sentimental
Coincidências da vida
Helena, aos 4 anos, conversando com sua mãe sobre aniversários:
– Helena voce sabe o dia do seu aniversário?
– Não.
– É dia 3 de novembro.
– É quando vou fazer 5 anos?
– É, fará 5 anos que você nasceu.
– Quando eu nasci?
– No dia 3 de novembro.
– Nossa, eu nasci no dia do meu aniversário?!
Protetores
João, com 8 anos, participou do campeonato de Taekwondo e contou para sua avó tudo o que aprendeu, inclusive como são as regras e tudo mais.
Depois de ouvir que ele tinha usado protetor bucal sua avó arriscou uma pergunta inocente:
– E você usou protetor de sexo pra não machucar também?
E, então, João ficou bem sério e teve que explicar tintim por tintim:
– Vovó, que é isso?! Sexo não é órgão, é gênero, feminino e masculino ou transar. O protetor é genital, de pênis ou vagina.
Oposto
Japonês!
A casa do irmão
Flavio, com 2 anos e 2 meses, acabou de ter um irmãozinho e já conseguiu aprender muitas coisas com esta nova experiência.
Essa semana, ele resolveu desenhar e falou:
– Você sabe quê qué isso, mamãe?
– Não, o que é? – perguntou sua mãe.
– É pacenta! Eu tô deseando uma pacenta!
– Hã, uma PLACENTA?
– É, era casa do imão. Uma pacenta, uma pacentona!
Árvores e problemas
João Pedro, de 2 anos e 9 meses, já gosta de observar a natureza e também de descobrir o significado das palavras.
E, tempos depois, quis entender melhor um problema:
– Problema é uma coisa difícil de resolver – explicou sua mãe.
Mas ele não se deu por satisfeito e completou:
Proporção
Aula de História no 7º ano; comparação entre Arte Medieval e Arte Renascentista. A professora explica:
– Nas obras de arte Renascentistas a noção de perspectiva, profundidade e proporção é muito mais precisa do que na medieval. O corpo dos seres humanos passa a ser retratado com muito mais minúcia de detalhes, blablabla...
No livro, os alunos observam um exemplo de obra renascentista: A Criação de Adão (Michelangelo – teto da capela Sistina).
– Professora, você tem certeza que essa obra é Renascentista e não Medieval? – pergunta uma aluna.
– Claro, é um exemplo clássico, o Michelangelo, blablabla..., o homem, blablabla… Convenci?
– Não, por que a noção de PROPORÇÃO aí tá muuuuito errada!
Risos gerais até o final da aula. Busca obstinada de todos os alunos para acharem mais homens e mulheres pelados pelo livro inteiro. A professora, então, resolve colocar mais lenha na fogueira, na tentativa de quebrar um pouco esse tabu da nudez:
– Ah, meninas, é assim mesmo, tem horas que fica pequenininho tem horas que fica grande, ué!

imagem: wikipedia/domínio público


