Guga, com 5 anos, explicando sua mais recente descoberta para a mãe:
– Papai do Céu fez os malvados sem querer. Daí ele disse (batendo a mão na testa): “Ai, não devia ter feito…!”. Aí, ele fez os super-heróis pra poder cuidar dos malvados!
Guga, com 5 anos, explicando sua mais recente descoberta para a mãe:
– Papai do Céu fez os malvados sem querer. Daí ele disse (batendo a mão na testa): “Ai, não devia ter feito…!”. Aí, ele fez os super-heróis pra poder cuidar dos malvados!
Assim como a Rita, o João, de quase 7 anos, também se interessa bastante pelos fenômenos da natureza.
Conversando com a sua avó, na volta da escola para casa, ele ouviu:
– Nossa, como a Lua está linda!
E logo concluiu:
– É a Lua cheia, né, vovó?
– Sim, é a Lua cheia. A Lua tem quatro fases e…
– Eu sei! – interrompeu animado e começou a contar nos dedos – Tem a Lua cheia, que é uma bola, a Lua crescente, que é um risquinho para um lado, a Lua minguante, que é um risquinho para o outro lado, a Lua nova, que não parece e… peraí, não são quatro, não, são cinco!
– Não, João, são quatro – explicou sua avó – você já disse o nome de todas, querido.
Mas ele não se conformou e disse com bastante seriedade:
– São cinco, sim, vó, você está esquecendo da Lua de mel!
Beatriz, com 6 anos, tinha bastante lição de casa para fazer.
– Beatriz, vai fazer a lição. – pede sua mãe.
– Já vou, mamãe, estou com fome. – explica Bia.
Meia hora e uma bisnaguinha com nutella, mais tarde…
– Beatriz, vai fazer a lição! – pede, com mais ênfase, sua mãe.
– Já vou mamãe, estou com sono.
Mais uma hora e muitos desenhos depois…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Já vou mamãe, estou com dor de barriga. – responde Beatriz, já com um início de dramatização.
Mais meia hora…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Não consigo, mamãe… – e a dramatização fica mais elaborada…
– Beatriz, pára de se fazer de coitada e vai fazer a lição!
– Eu não tô me fingindo de coitada. Eu sou coitada!!! – finaliza a mocinha, que, depois de exercitar bastante sua veia artística, conclui a lição rapidamente, às 17h30.
Maria Clara, com 8 anos, buscando respostas com sua mãe…
– Mamãe, o que é Deus?
– Tudo é Deus, filha.
– Esse copo é Deus?
– É.
– E se o copo quebrar? É Deus quebrado?
Miguel, com 5 anos, escorregou na escada, tentou se equilibrar, mas não teve jeito e… ploft!
Depois da queda, levantou e ainda disse:
– Nossa, quase que foi por um triz!
Theo, com quatro anos e nove meses, e Martin, com quatro anos e um mês, fazendo bagunça no sítio enquanto os pais tentavam descansar…
– Nossa, não vejo a hora de vocês dois ficarem adolescentes e poderem viajar para outros países… – fala o pai do Theo.
-Isso, vocês podem fazer um intercâmbio. – completa o pai do Martin.
– Eu não vou! – protesta Theo – Eu não vou, porque eu gosto muito do nosso planetinha!
– Eu vou! – declara Martin – Eu vou querer ir pra Votuporanga!
Sarah, com 2 anos e meio, conversando com os avós na porta de casa:
-Sarah, olha ali o Seu Montoro – diz a avó apontando para o vizinho que se aproxima.
– É meu! MEU MONTOLO! – briga Sarah.
– Não, Sarah, é “SEU”. Seu Montoro é ele.
– É MEEEEEEEU MONTOLO! – não se conforma a mocinha, que já pode bater um “papo pronominal” com o Theo e com a Marina.
(E daria para ficar discutindo horas de quem é o Montoro).
Theo, ainda com 4 anos e 3 meses, gostou de ver o pai comprando aplicativos pela internet e entendeu, do jeito dele, como funciona uma loja virtual, com downloads etc.
Depois de “maquinar” bastante, ele quis explicar suas novas ideias acerca desse tema:
– Sabe, mãe, a barriga da mãe é uma loja onde a gente compra os bebês… (pausa)… Mas só as barrigas de mamães que têm os bebês, entendeu?
Luca, com quase 6 anos e sendo um típico geminiano, não sabe se descobre palavras ou anda de bicicleta:
– Pai, vamos andar de bicicleta? – pergunta o rapazinho.
– Agora não dá. – responde seu pai.
– Bi – ci – cle – não tá!