A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
Descoberta na banheira
A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
Theo, com quatro anos e um mês, em uma conversa no carro passando por uma praça cheia de cachorros:
– Theo, sabia que o papai já teve uma cadela dessa que se chamava Cocada? – conta sua mãe depois de ver um Husky Siberiano.
– É? Mas onde ela está?
– Ela já morreu – explica o pai.
– Por que os cachorros morrem?
– Porque são animais, como as pessoas, nascem, vivem, morrem, é a vida… – filosofa um pouco a mãe.
– Tudo bem… (pausa reflexiva)… Mas, mãe, como é que começou o planeta Terra?
A mãe dirigindo e Ian, com 2 anos e meio, na cadeirinha do carro e com um livro emprestado de um amiguinho nas mãos:
– Óia, mãe, esse lívo tem gilafa, zêba e elefante!
– Que legal, filho!
– Óia aqui dênto… achei a gilafa!… aqui a zêba!
(pausa)
– Cadê o elefante?
– Procura, filho.
– Já poculei, não tem…
– Deve ter filho… agora eu tô dirigindo, mas quando a gente chegar em casa, eu te ajudo a achar o elefante, tá?
(mini pausa pro espanto)
– Tem elefante na nossa casa???
(adoro essas “literalidades” dos 2 anos, hahaha!)
João, com 5 anos, conversando com seu pai:
– Olha papai, ligar e ligar, é igual!
– Como assim, filho?
– Você fala que vai ligar pra casa e também fala que quer ligar a televisão. É igual mas quer dizer outra coisa. Por que é igual?
– Eita… Eu não sei, mas tem gente que estuda um tempão etimologia, que é pra saber de onde as palavras vêm.
– Ué, não tem que estudar, elas vêm da boca!
Theo, ainda com 4 anos e meio, ouvindo música clássica com seus pais:
– Sabe, essa música é uma música labirinto!
– Por quê? – quis saber sua mãe.
– Porque ela é assim ó (e faz um gesto com as mãozinhas). Ela vai por vários caminhos.
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
A mãe do Marcos, de quase quatro anos, trabalhou bastante nas últimas semanas. Quando chegou em casa, depois de uma viagem à Brasília e muitas conquistas importantes, o pequeno pulou no seu colo, deu-lhe um gostoso abraço e, quando colocou as duas mãozinhas no rosto da mãe, se emocionou. Quando ele percebeu que estava chorando, logo disse:
– Mamãe, tô chorando de rindo!
(imagem: mamaesdeplantao.blogspot.com)
Marina é a filha caçula de três irmãos. Certa vez, quando ela tinha uns quatro anos e a família toda se arrumava para fazer uma visita, sua mãe pediu: