O pai de Bianca, de quatro anos e pouco, chegou em casa e encontrou a filha ajoelhada, com as mãozinhas unidas em oração. Achou um pouco estranho, já que esse não era um hábito da família, mas resolveu se aproximar em silêncio para não atrapalhar. Chegando mais perto, ele escutou a pequena falando baixinho:
Download de bebês
Theo, ainda com 4 anos e 3 meses, gostou de ver o pai comprando aplicativos pela internet e entendeu, do jeito dele, como funciona uma loja virtual, com downloads etc.
Depois de “maquinar” bastante, ele quis explicar suas novas ideias acerca desse tema:
– Sabe, mãe, a barriga da mãe é uma loja onde a gente compra os bebês… (pausa)… Mas só as barrigas de mamães que têm os bebês, entendeu?
Mussun’s language
Theo, com quatro anos ainda não conhece o Mussum, dos Trapalhões, mas já se tornou um adepto de sua forma de falar:
Com a mãe:
– Tá muito frio, mãe, melhor colocar o capulis!
E com o pai:
– Ô pai, eu vou te ajudar a instalar a prateleira. Pega aqui a buchilis pra colocar o parafuso.
On/Off
Repetente
Anão
Enzo, com quase 4 anos, buscando compreender a variedade da nossa Língua Portuguesa:
– ANÃO é um homem pequenininho… então, ASSIM é um homem grandão??
Descoberta na banheira
A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
Gêneros animais
No grito
Vida animal
Rodrigo, com 3 anos e meio, ouviu os tios conversando e começou a repetir dois palavrões: “Talaio” e “Biado”. Mesmo com a família ignorando, tentando mudar o foco, ele ficou por vários dias repetindo em diferentes situações:
– Talaio! Biado! Talaio! Biado!
Tempos depois, sua mãe teve uma ideia e resolveu recorrer a um livro de animais para chamar a atenção de Rodrigo. Folheando as páginas, ela explicou:
– Olha, filho, sabe aquela palavra que você gostou? Tá aqui, ó: ve-a-do, é esse bichinho aqui, viu?
E Rodrigo, bastante interessado, completou:
– Vi, legal, e cadê o Talaio?



