Téo, com 3 anos, exercitando a comparação, com uma pitada de prosopopéia (ou personificação, para quem esqueceu das aulas de figuras de linguagem :)…
– O céu não tem asa, mas mesmo assim ele voa. O chão não tem perna nem braço, só tem barriga
Téo, com 3 anos, exercitando a comparação, com uma pitada de prosopopéia (ou personificação, para quem esqueceu das aulas de figuras de linguagem :)…
– O céu não tem asa, mas mesmo assim ele voa. O chão não tem perna nem braço, só tem barriga
Artur, com 4 anos, descobre uma nova interjeição:
– Meu deus!
– E tu por acaso sabe o que é deus? – quis saber sua mãe.
– O deus. – corrige Artur.
– Tá. O que que o deus faz?
– Ele forma pessoas.
– Ah, é? E como que ele faz isso?
– Assim (e faz uns gestos como quem está moldando massinha de modelar)… (pausa reflexiva)… Ou então, ele aperta uns botões.
Mattias, com 3 anos e 3 meses, aspirando sua independência:
– Mãe, quando eu fizer 8 anos eu vou jogar você fola!
Theo, com quatro anos ainda não conhece o Mussum, dos Trapalhões, mas já se tornou um adepto de sua forma de falar:
Com a mãe:
– Tá muito frio, mãe, melhor colocar o capulis!
E com o pai:
– Ô pai, eu vou te ajudar a instalar a prateleira. Pega aqui a buchilis pra colocar o parafuso.
Luca, com quase 6 anos e sendo um típico geminiano, não sabe se descobre palavras ou anda de bicicleta:
– Pai, vamos andar de bicicleta? – pergunta o rapazinho.
– Agora não dá. – responde seu pai.
– Bi – ci – cle – não tá!
Theo, com 6 anos e 4 meses, filosofando logo de manhã…
– Mãe, vou te falar uma coisa: o mundo não tem fim, a gente sim!
– Que legal, filho. Onde você ouviu essa frase?
– O que é frase?
– Isso que você falou, onde você ouviu?
– Ah, não, eu não ouvi em nenhum lugar, eu formei na minha cabeça agora.
imagem: Pixabay