Lanchinho bravo
Pedágio para viagens
Gael V., com 3 anos, iniciando seu planejamento financeiro:
– Mamãe, vamos pegar o avião para ver a Vale e o Nei? (em Florianópolis).
– Gael, primeiro eu preciso juntar dinheiro para a gente ir. – explica sua mãe.
– Eu tenho dinheiro, mamãe! Eu tenho um pedágio, meu dinheiro tá lá. – responde o mini economista.
Suco gelado, cabelo arrepiado…
Festa infantil. Cerca de 8 crianças entre 4 e 6 anos brincam de pular corda com dois animados monitores.
– Qual música você quer? – pergunta o monitor.
– Do cabelo arrepiado! – responde uma menininha que deve ter uns 5 anos.
– Tá bom, vamos lá: “Suco, gelado, cabelo arrepiado, qual é a letra do seu namorado? A, B, C, D…” – e assim ele foi cantando e a menina pulando, até que ela erra o salto e a letra “sorteada” é…
– U!!!
– “U”? Ixi, não conheço nome de namorado com “U”! – brinca a monitora.
– Urubu!! – tira sarro um menino de uns 6 anos.
– Não!! – fica brava a menininha da corda – É o Uuuu… Uiliam!!
Coração
Luca, com 5 anos e pouco, aprofundando seus conhecimentos sobre cardiologia:
– Pai, o coração tem coração? Dentro dele tem coração?
Diversas do Gael
Em uma conversa com seu pai:
– O Gael é homem.
– Eu não sô hóme, eu sô um elfo!
Na hora do banho:
– Então vamos! Você está tão sujo que eu vou te colocar de molho no balde! – diz sua mãe.
– Nããããoooo! – exclama Gael e, explicando a razão de seu descontentamento, completa:
– Não pode colocá môio no balde! Só no macauão!
E na hora do macarrão:
Sua mãe cozinhando e Gael sentado no banco, assistindo, sem parar de falar, de perguntar coisas. Em certo momento, ela já estava meio distraída e ele perguntou:
– E esse fogo, mamãe, tá aceso?
– Tá, filho – respondeu a mãe sem olhar.
– Esse, mamãe.
– Tá, filho, tá aceso.
Mas o fogo não estava, ele estava apontando para outra boca do fogão e sua mãe não viu.
Então, ele teve que explicar com mais ênfase:
– Não tá, não! Já ti faêi que não tá, mamãe!
– Mamãe, cadê a vovó Malia? – pergunta Gael.
– Foi viajar, filho. Com a Didi e o vovô. – responde sua mãe.
– Pá onde ela foi viajá?
– Pra Caldas Novas.
– Onde é Cazapoba?
– É uma cidade, filho… lá tem água quente.
– A vovó Malia quebô o chuvêio?
Entendendo o trabalho da mamãe
Depois de ver sua mãe durante uma hora fazendo embalagens para os DVDs dos seus clientes, Gael pergunta animado:
– Mamãe paô de bincá com cola?
Descobrindo os temperos da horta
– O que é isso, mamãe? É ceboinha? – quis saber Gael.
– Sim, essa aí é a cebolinha. – explica sua mãe.
– Gael pode comê?
– Só quando ela crescer mais. Ainda está pequenininha.
E, com cara de chateado, ele pede:
– Aaaaaahhhh, ceboinha! Quésce ógo!
E curtindo a história do ratinho e do morango:
– Mamãe, leia! – exatamente assim, com o verbo no imperativo.
Um dos livros era aquele do ratinho, do morango e do grande urso. No mesmo dia, coincidentemente, seus pais compraram morangos e, na manhã seguinte, Gael acordou todo feliz e foi correndo abraçar sua mãe. Ao perceber os morangos na cozinha, com a cara sapeca de quem está contando uma história, ele perguntou:
– Selá que o ússo vai pegá nosso moango? Selá?
Dieta da Lua
É dureza…
Theo, ainda com 4 anos e 8 meses, indo para a escola com o pai:
– Pai, você tem um dinheiro para eu comprar uma pipoquinha?
– Ixi, filho, não… só tenho cartão. – responde o pai após abrir a carteira.
– Ah, tudo bem. – responde o rapazinho em um dia calmo.
Mas o pai aproveita para tentar iniciar a “educação financeira” do rebento:
– Você sabe a diferença entre dinheiro e cartão, Theo?
E ele responde “de bate-pronto”:
– Claro, né? Dinheiro é mole, e cartão é duro!
Nova especialidade médica
Felipe tem 10 anos e é um garoto super esperto, que mora com a mãe, Giuliana, e com a avó, D. Vilma. Um dia, Giuliana, estava com uma dorzinha de cabeça e pediu para a mãe olhar o que parecia ser um inchaço.
Após um exame rápido, D. Vilma diz:
– Você precisa ir ao médico olhar isto.
– Sim, mas em qual médico eu vou? – pergunta Giuliana.
E antes de deixar a avó responder, Felipe interfere:
– Ao Cerebrologista, ué!?


