Cocô ligeiro

Com 3 anos, o Gabriel não conseguiu chegar até o banheiro, em um momento de “aperto”, e foi explicar o ocorrido para sua mãe. Com uma cara bem séria ele falou:

– Mamãe! O cocô não me avisou, ele foi para a minha barriga e correu para a minha cueca, foi muito rápido e ele não avisou, você tira ele?

Tipos de frutas

Artur e a mãe indo para a escola. No caminho, ele encontra no chão um tipo de vagem, fruto de alguma árvore, caído no chão:
– Mamãe, o que é isso?
– É uma fruta. Caiu desta árvore.
(Pausa. Artur olha a mãe com cara de interrogação)
– É assim, filho: tem fruta que a gente come e fruta que a gente não come. Que tipos de fruta a gente come?
– Limpa!

Aranha no escritório

Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:

– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.

– Vermelho! – responde Heitor.

– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.

– Eu também! – anima-se o pequeno.

heitor_aranhaimagem: arquivo pessoal/Maria Ivone

Elefante

A mãe dirigindo e Ian, com 2 anos e meio, na cadeirinha do carro e com um livro emprestado de um amiguinho nas mãos:

Óia, mãe, esse lívo tem gilafa, zêba e elefante!
– Que legal, filho!
Óia aqui dênto… achei a gilafa!… aqui a zêba!
(pausa)
– Cadê o elefante?
– Procura, filho.
– Já poculei, não tem…
– Deve ter filho… agora eu tô dirigindo, mas quando a gente chegar em casa, eu te ajudo a achar o elefante, tá?
(mini pausa pro espanto)
– Tem elefante na nossa casa???

(adoro essas “literalidades” dos 2 anos, hahaha!)

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