Ian, com quase 3 anos, observando bichinhos na varanda:
– Paaai! Vem vê aquele bicho que anda beeem divagazinho… uma Mesma!!!
Lina, com quase 4 anos, fez uma proposta bem interessante para seu pai:
– Papai, vamos brincar que você é meu pai e eu sou sua filha?
E outra para sua mãe:
– Mamãe, outro dia vamos pra todos os lugares do mundo?
Beatriz, com 6 anos, tinha bastante lição de casa para fazer.
– Beatriz, vai fazer a lição. – pede sua mãe.
– Já vou, mamãe, estou com fome. – explica Bia.
Meia hora e uma bisnaguinha com nutella, mais tarde…
– Beatriz, vai fazer a lição! – pede, com mais ênfase, sua mãe.
– Já vou mamãe, estou com sono.
Mais uma hora e muitos desenhos depois…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Já vou mamãe, estou com dor de barriga. – responde Beatriz, já com um início de dramatização.
Mais meia hora…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Não consigo, mamãe… – e a dramatização fica mais elaborada…
– Beatriz, pára de se fazer de coitada e vai fazer a lição!
– Eu não tô me fingindo de coitada. Eu sou coitada!!! – finaliza a mocinha, que, depois de exercitar bastante sua veia artística, conclui a lição rapidamente, às 17h30.
Theo, com 3 anos, e suas observações anatômicas e escatológicas:
– Ah, eu já sei para que serve o bulaquinho do nariz?
– Para quê, filho? – pergunta sua mãe
– Para guardar as catotas!
Mattias, com 3 anos e 8 meses, brincando com sua irmãzinha, Corinna:
– Mãe, olha o que eu faço! Eu pulo assim e a Côri sórri. Eu pulo e ela sórri, eu pulo e ela sórri, muitas, muitas vezes! E você?
– Eu sórro também! – respondeu sua mãe 🙂
Sarah, com 2 anos e 4 meses, chegou contando animada:
– Mamãe, eu tití Tesão!
– Assistiu o quêêêê? – estranhou sua mãe.
– Ele faz assim ó: OooooOoooOoooô!
Theo, com 4 anos e 7 meses, continua suas descobertas acerca das palavras e da anatomia:
Em uma festa de aniversário, comendo um Sonho de Valsa:
– Bombom, hummm, é bom, bom… é… chama bombom porque é muito bom…
Conversando com sua mãe, depois do almoço:
– Então, depois que a gente mastiga, a comida desce e vai pro estôgamo?
Antes de dormir, conversando com seu pai:
– Pode ir, pai, você esqueceu que eu já dórmo sozinho?
Theo, com 3 anos e 8 meses, cada vez mais ativo aqui no blog…
Sem misticismo
Depois de uma tempestade, entram raios de sol pela janela, que passam por um cristal pendurado e se decompõem em uma dezena de reflexos coloridos, dançando na parede.
Theo pergunta:
– Olha, o que é isso, pai?
E o pai, querendo estimular a imaginação, responde:
– Não sei, filho. Acho que são mosquinhas que vieram do espaço!
Alguns segundos depois de examinar a situação, o pequeno observa:
– Não, pai. Eu acho que é a luz do sol que passou pelo vidrinho e fez isso.
Advérbio de modo cuidadoso
– Mãe, a gente tem que guardar essas pecinhas comcuidadomente, tá?
Irmão mais velho
Conversando com a avó, sobre ser um irmão mais velho:
– Tetheo, você é o irmão mais velho, precisa proteger seu irmãozinho e não assustá-lo gritando. Você é o protetor.
– Tá maluca, vó, protetor é solar, a gente usa na praia!
Filosofia profunda
– Pai, quando o planeta vai acabar?
– Ah, o planeta não acaba assim, filho.
– Por que não acaba? Ele não começou? Se começou, tem que acabar!