Privatização

A Lúcia (que já está pra fazer vestibular!) tinha 3 pra 4 anos e estava assistindo, muito séria, o Jornal Nacional. A notícia do dia era a privatização da Telebrás. De repente, ela saiu correndo e gritando:

– Mãe! Mãe!

– O que foi minha filha?

– O Fernando Henrique vendeu o nosso telefone!

De lamber os dedos

Sarah, com 2 anos e 5 meses, adora uma salada de pepino e tomate. Dia desses, ela comeu tudo sozinha e com as mãos, que passava na água do vinagre. Quando acabou de comer, Sarah olhou para os dedos que estavam todos enrugados e exclamou:

– Ah não!


 – O que foi Sarah? – assustou-se sua mãe.


– Minha mão, meu dedo! Tagou! Tá tudo tagado!

Mais anatomia humana

Assim como a Mariana, que descobriu que o papai tem pipi e ela tem umbigo, o Joaquim, quando tinha 2 anos e meio, também fez uma descoberta fantástica:
– Eu tenho peru! – constatou animado.
– Sim, Joaquim, você tem peru. – confirmou sua mãe.
– O vovô Xalá tem peru! O vovô Zé tem peru!
– E a vovó Lygia? – perguntaram para complicar.
Após uma longa pausa para pensar, surge então a resposta:
– Ah, a vovó Lygia tem peruca!!!
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E a Iara, de 1 ano e 11 meses, também vai entrar para o grupo de estudos de anatomia humana:

– As meninas tem xoxotaaaaaa!

– E os meninos? – quis saber sua mãe.

– Xuxutuuuuu!!!

Tênis poderoso

Luca, com 5 anos e 4 meses, quando ganha um tênis novo, gosta de perguntar:
– Qual o poder desse tênis? Correr muito rápido? Saltar muito alto?
Dia desses, ele ganhou um novo calçado de seu pai e, portanto, quis saber:
– Qual o poder deste tênis?

– De andar longas distâncias sem se cansar! – respondeu o pai orgulhoso.

Mas Luca precisou completar:

– Acho que ele tem também o poder de ser um pouco feio.

Do coração

Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:

– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.