Self-service

Lucas é um menino bastante precoce e extremamente inteligente. Alfabetizou-se com quatro anos e meio e, aos cinco, dizia coisas que ninguém acreditava (como perguntar à professora se ela irá distribuir os desenhos “aleatoriamente” para os alunos).
Certa vez, após uma brincadeira de “restaurante”, uma colega de classe perguntou:
– Professora, o que é self-service? 
Antes mesmo de a professora conseguir pensar na melhor forma de responder a pergunta, ele já falou com um tom de “mas isso é tãããõ óbvio”:
– Self-service, oras, você serve-se a si mesmo!

Tarefa lusitana

Joaquim, com quatro anos e dois meses, procurando um brinquedo:

– Mãe, onde está o meu cavalo?
– Filho, eu não sei.
– Mas onde você guardou?
– Eu não guardei nenhum brinquedo. Essa tarefa está nas suas mãos.

(Joaquim olha apavorado para as mãos)

– Não tá! Não tá, mãe, olha!!!

maos

(imagem: pixabay.com)

 

Buraquinho

Clara com 2 anos e pouco, explorando sua propria orelha…

 – Mamãe, minha orelha quebrou!

 – Imagina filha, mostra pra mim…
(Clara mostra o buraquinho do ouvido)

– Ah filhota, é só o buraquinho da orelha, todo mundo tem.

 – Mamãe, deixa eu ver seu buraquinho? O papai também tem buraquinho?
orelha
(história enviada pela Graziela)

Auto controle

Eric vivia se metendo em encrencas. Com 5 anos, já havia sido convidado a se retirar de duas escolas anteriores. A coordenadora pedagógica da escola atual estava tentando uma abordagem diferente, insistia em manter conversas periódicas com Eric, dando espaço para ele falar mais, lembrando sempre que era importante que ele percebesse melhor seus sentimentos, que se controlasse e extravasasse a raiva de outras formas que não fosse batendo nos colegas.
Em um certo dia, Eric entra na sala da coordenação com o rosto bem vermelho e tentando respirar fundo.
– O que foi Eric? – pergunta a coordenadora preocupada.
– É que eu tô se controlando, tô se controlando!

Últimas do Ian

Ian, com 2 ans e 3 meses, adora balançar e no sítio chega a ficar uns vinte minutos entretido com o vaivém. Em um dia desses, sua mãe perguntou:

– Tá cansado, filho?

E ele respondeu:

– Não, mãe, “tô velaxando”…

 

 

E antes disso, ele declarou animado:
– Mamãe, eu não “xô” neném!

– Não, meu amor, você cresceu, né?

– É! Eu “xô” filhinho!

 

 

Diversas do Theo – 8

Theo, com 4 anos e 4 meses, em dois momentos das últimas semanas:

Na escola

– Theo, eu já pedi para você parar e eu não estou de brincadeira – diz a professora.

–  E eu também não estou de brincadeira, estou de… maldição! – responde o “príncipezinho”.

Passado um tempo, ela tenta ignorá-lo para ver se muda o foco, mas ele insiste em chamar a atenção com provocações…

– Theo, eu não estou conversando com você agora.

– Mas eu estou conversando com você! (pausa e mudança de expressão com um sorriso falsinho) – Oi, Grazi! Tudo bem?

Em casa

Com o pai, depois de irem juntos ao dentista:

– Pai, o seu médico de dentes queria ser médico de dentes quando era criança, né?
– Provavelmente sim, filho.
– E você, o que queria ser quando era criança?
– Ah, eu queria ser muitas coisas, algumas eu sou, outras não… eu já quis ser médico, médico de cachorro…
– Médico de cachorro? – interrompe Theo, achando muito engraçado. – Médico de cachorro não existe, né, pai? Você tá falando do veterinário?