Hari, com 3 anos, super adepto do slow kids:
– Filho, a mamãe tá em cima da hora! – explica sua mãe.
– E eu tô embaixo da hora! – responde Hari.
Hari, com 3 anos, super adepto do slow kids:
– Filho, a mamãe tá em cima da hora! – explica sua mãe.
– E eu tô embaixo da hora! – responde Hari.
Guile, com 3 anos e 9 meses, estava curtindo ver fotos antigas.
– Guile, você sabe quem está dentro da minha barriga nessa foto? – pergunta sua mãe.
– Não. – responde o pequeno.
– Você, o Guile!
– Mãe, você me comeu??
Theo, com 3 anos e 8 meses, cada vez mais ativo aqui no blog…
Sem misticismo
Depois de uma tempestade, entram raios de sol pela janela, que passam por um cristal pendurado e se decompõem em uma dezena de reflexos coloridos, dançando na parede.
Theo pergunta:
– Olha, o que é isso, pai?
E o pai, querendo estimular a imaginação, responde:
– Não sei, filho. Acho que são mosquinhas que vieram do espaço!
Alguns segundos depois de examinar a situação, o pequeno observa:
– Não, pai. Eu acho que é a luz do sol que passou pelo vidrinho e fez isso.
Advérbio de modo cuidadoso
– Mãe, a gente tem que guardar essas pecinhas comcuidadomente, tá?
Irmão mais velho
Conversando com a avó, sobre ser um irmão mais velho:
– Tetheo, você é o irmão mais velho, precisa proteger seu irmãozinho e não assustá-lo gritando. Você é o protetor.
– Tá maluca, vó, protetor é solar, a gente usa na praia!
Filosofia profunda
– Pai, quando o planeta vai acabar?
– Ah, o planeta não acaba assim, filho.
– Por que não acaba? Ele não começou? Se começou, tem que acabar!
Tanto que já na primeira vez que vieram falar com ela em francês, ela respondeu sem inibição algo do tipo:
– Badagu Loguiaxi blefxianhiem…
E quando sua mãe perguntou o que eles estavam falando, a pequena respondeu com aquela carinha de “como assim? Você não percebeu???”:
– Bebeiês, mamãe!
Joaquim tem quase cinco anos e muitas histórias pra compartilhar. Algumas de suas conversas já foram publicadas aqui. Ele também é irmão do Tomás e filho da Anne – querida parceira no Mamatraquinha… E para não sermos acusadas de nepotismo lá na página pública, vou fazer um post “colar de pérolas” pra enfeitar a página do Conversas de Gente Grande 🙂
Tatoo
– Mãe, tatuagem não sai?
– Não sai.
– Como você fez para ela ficar aí para sempre?
– Eu fui num tatuador. Ele usa uma maquininha com agulhas, que coloca a tinta dentro da pele.
– Ah. Tá.
(um mês depois)
– Se a tinta está dentro da pele, como ela aparece para fora?
Existe pergunta depois da morte…
– Por que o gato da vovó morreu?
A mãe já deu todas as explicações possíveis.
Ele quer aquela que ela não sabe responder – o que é morte, o que é vida…
então, resignada, ela responde:
– Não sei.
– Então pesquisa.
Sem luz, com lógica
– Mãe, eu não gosto de escuro.
– Por que filho?
– Porque não.
– Ah, mas “porque não” não é resposta.
– Então, porque sim.
Inseminação
– Mãe, eu já descobri por onde os bebês nascem!
– Sério filho? Por onde?
– Não é pela vagina, mãe.
– Então sai por onde?
– Pelo umbigo.
– Ah tá.
– Mas ainda não sei por onde entram.
(dias depois…)
– Mãe! Descobri como os bebês chegam nas barrigas das mães!
– Sério filho? Como eles chegam?
– Vocês comem sementes.
Irmão com restrição
– Joaquim, eu terei outro filho se vc me ajudar a cuidar.
– Tá bom. Mas não pode ser bebê e não pode ser menina.
Beatle Monkey
(foto arquivo pessoal, Anne Rammi)
– E esse é o John…?
– Lennon!!
– Isso meninos! E esse é o George…?
– Curioso!!!!
CNV.soquenao
A mãe em uma tentativa falida de mediação de conflitos:
– Eu vou ter uma conversa muito séria com quem bater E com quem apanhar!
(Cara de mãe, mãozinha na cintura).
– Mamãe, sabia que o Tomás bate E apanha?
(Cara de malandro, dedinho na cara da Anne).
…
imagens diversas: pixabay.com
No carro com sua mãe, Helena, com 5 anos, escuta no rádio uma música com a palavra “novela”.
– Olha, novela! – diz Helena, empolgada.
– É, novela… – responde sua mãe intrigada. E, querendo entender melhor, pergunta:
– Mas, Lelê, você sabe o que é novela?
E Helena responde muito apropriada do assunto:
– Sei, é um tipo de lã.
Rita, com dois anos, já se interessava pelos fenômenos da natureza e demonstrou uma percepção que pode enriquecer o trabalho de muitos astrônomos.
Certa vez, passeando com seu pai à noite, ela prestou atenção na Lua, que estava naquela fase em que vemos metade do disco, no período em que a parte iluminada está em crescimento, e disse:
– Olha, papai, a Lua Risente!