A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
Descoberta na banheira
A mãe volta correndo e encontra o filho com as pernas levantadas e a mão no traseiro, dizendo:
Pocoyo!
(essa eu tinha esquecido de publicar na época)
Theo com amiguinha brincando em fevereiro:
Lina: Maíra, a gente pode vê um desenho na tivilisão?
Theo: Deixa, mãe, desenho do Pocoyo!
Eu: Só um pouquinho?
Theo: Só um pouquinho! Eba! Esse desenho é muito sensívu, Lina!
Calendário
Em um final de semana de maio, Theo na sala e eu no quarto:
– Ô mããããe!
– Oi filho.
– Hoje é semana passada?
– Como assim?
(vai até o quarto)
– Hoje, hoje é semana passada?
– Não, Theo. Hoje é hoje. Semana passada foi a semana que passou.
– Mas o que é o hoje?
– Ãh?
– O que é o hoje?
– Hoje é o que tá acontecendo agora, hoje.
– Mas o que é hoje?
– Já falei.. é…
(me interrompendo) – O que é hoje?
E, em tempo, lembro de uma resposta eficiente:
– Hoje é sábado.
– Ah, tá bom!
E volta para a sala satisfeito.
Temperos especiais
Em uma tarde de domingo, brincando de “comidas gigantes”:
– Eu sou o ovo, o papai é a frigideira e a mamãe é o sal.
– OK – respondem os pais.
– Eu vou ficr aqui na frigideira (escalando o pai). Vem, sal, coloca aqui a sua temperência pra comida ficar gostosa!
Cabeças
Ainda com sua cabeça quente em uma noite de Maio:
– Tá muito calor, mãe, minha cabeça tá toda assoada.
E no dia seguinte, com o irmão mais novo:
– Por que o Ian tá com a testa molhada?
– É porque ele mamou e ficou com a cabeça “assoada” que nem você ontem, né?
– Não, acho que não tá assoada, não, acho que isso aí é uma cicatriz de banho.
Construção conjugada
Brincando com uma bancada de madeira, como uma marcenaria de brinquedos:
– Olha, eu vou fazer uma construição!
– Legal, filho.
– Faz você também.
– Ok, vou fazer minha construção.
(passa um tempo)
– Você já construçou? Eu também. Pronto, tá tudo construçado!
Embaralho estomacal
Brincando de massinha e de médico, com um boneco que tem moldes de órgãos do corpo humano:
– Eu já fiz o coração, agora esse aqui é o estôGamo, tá?
A Olívia, com dois anos, queria entender o que é trabalhar. Durante a explicação, seus pais disseram que um dia, quando estiver grande, ela provavelmente vai querer trabalhar também.
Depois de pensar quietinha por um tempo, ela olhou para uma enorme torre de telefonia que fica perto da casa (e que até então seus pais achavam horrenda) e disse, com imensa alegria:
– Ah, eu vou trabalhar ali, na torre de botões!
Jéssica, que já passou um pouquinho dos trinta anos, teve um diálogo bem interessante com uma das crianças de seis anos do Instituto onde trabalha:
– Oi! Tudo bem.
– Você sabe o que uma psicóloga faz?
– Não…
– Eu ajudo as pessoas. Posso ajudar a resolver problemas, por exemplo. Você tem algum?
– Sim! Eu não consigo passar de fase no meu jogo… Você me ajuda?
Theo, com quatro anos ainda não conhece o Mussum, dos Trapalhões, mas já se tornou um adepto de sua forma de falar:
Com a mãe:
– Tá muito frio, mãe, melhor colocar o capulis!
E com o pai:
– Ô pai, eu vou te ajudar a instalar a prateleira. Pega aqui a buchilis pra colocar o parafuso.
Theo, com 4 anos e meio, mordeu feio a língua e ficou muito assustado com o sangue. Em meio a berros e mais berros, sua mãe conseguiu conversar pelo telefone com uma amiga médica, que recomendou paciência e gelo ou sorvete p/ aliviar no momento.
– Theo, vamos colocar gelo e… – tenta falar sua mãe.
– Nããão! – berra Theo.
– Theo, eu converesei com a Tati, já vai melhorar, precisa ter paciência e…
– Nããão! – berra Theo.
– Theo, a Tati falou pra gente colocar gelo… pode ser um sorvete também, vamos tomar?
– Nããão! (pequena pausa) Como ela sabe?
– Ela é médica, né, filho.
– Não, ela é bailarina!
– Não é a tia Tati, Theo. É a Tati mãe do Martin e ela é médica.
– Mas onde ela trabalha? (ainda em tom escandaloso)
– Ela trabalha em um posto de saúde… vamos tomar logo esse sorvete e…
– Mas ela tá lá agora?
– Não, Theo, ela tá em casa, toma logo o sorvete e…
– Nããão! Mas em casa ela não é médica, em casa ela é mamãe!!!
Theo, com 3 anos e 8 meses, cada vez mais ativo aqui no blog…
Sem misticismo
Depois de uma tempestade, entram raios de sol pela janela, que passam por um cristal pendurado e se decompõem em uma dezena de reflexos coloridos, dançando na parede.
Theo pergunta:
– Olha, o que é isso, pai?
E o pai, querendo estimular a imaginação, responde:
– Não sei, filho. Acho que são mosquinhas que vieram do espaço!
Alguns segundos depois de examinar a situação, o pequeno observa:
– Não, pai. Eu acho que é a luz do sol que passou pelo vidrinho e fez isso.
Advérbio de modo cuidadoso
– Mãe, a gente tem que guardar essas pecinhas comcuidadomente, tá?
Irmão mais velho
Conversando com a avó, sobre ser um irmão mais velho:
– Tetheo, você é o irmão mais velho, precisa proteger seu irmãozinho e não assustá-lo gritando. Você é o protetor.
– Tá maluca, vó, protetor é solar, a gente usa na praia!
Filosofia profunda
– Pai, quando o planeta vai acabar?
– Ah, o planeta não acaba assim, filho.
– Por que não acaba? Ele não começou? Se começou, tem que acabar!