Relaxamento profundo

Theo, com quase quatro anos, começou a fazer um relaxamento antes de dormir. Durante as primeiras vezes, ele escutava sua mãe falar:

– Respira, solta o ar, relaxa a cabeça, o pescoço… relaxa a nuca, as costas, a barriga…

E, a cada dia, mostrou-se mais interessado por novas partes do corpo. Até que quis direcionar ele proprio o relaxamento e lançou:

– Relaxa os olhos, o maxilar… relaxa o osso, o frango…

– O frango? – quis entender sua mãe.

– Ué – mostrando sua coxa – tem o osso e tem o frango!

No dia seguinte, ele foi ainda mais profundo e disse:

– Relaxa o peito, a barriga… relaxa o bumbum, relaxa o furinho…

Galinha

Ian e Clarice, 3 anos, passeando no Parque da Água Branca:

– Olha, Nham, uma galinha Langola!
– Não, Cali, é uma galinha Gangola!
Langola!
Gangola!
– Ah, cada um fala do seu jeito, né, Cali?!

(E seguiram passeando de mãos dadas)

galinhadangola(imagem: pixabay)

Diversas do Theo

Na hora do jantar…
Enrolaaando para comer, ele começa a contar os dedinhos da mão esquerda:
– Um, doisss, têiss, quato, cinco…
(pausa)
– Falta o seis, mamãe! Pecisa pô o seisss!!
(O que “pecisa” é ter uma paciência de Jó com esse figura…)
Em uma tarde, refletindo sobre sua vida de dois anos…
– Mamãe, o Theo não é mais bebezinho, o Theo é bebê, tá?
Voltando da casa do avô, com uma cara muito séria:
– Ô, mamãe, pecisa í no supetado pá compá chochoate!”
(eu mereço…)
6h da manhã, em casa…
Theo acorda e, na sequência, ouve-se uma campainha no prédio. Segue o diálogo:
Theo (muito animado): Quem cheDou?
Mãe (querendo MORRER de sono): Não é aqui, é no vizinho. Vai dormir, filho.
Theo: É no vizinho dIbaixo.
Pai (que desistiu de dormir): Não, Theo, é no vizinho de cima. Vai dormir, filho.
(Pausa… A mãe já estava sonhando, quando escuta…)
Theo: Huum, são doisss vizinhosss!
Obs: como pode um menino de dois anos ficar calculando vizinhos as 6h a.m.!!!

 

Últimas do Ian

Ian, com 2 ans e 3 meses, adora balançar e no sítio chega a ficar uns vinte minutos entretido com o vaivém. Em um dia desses, sua mãe perguntou:

– Tá cansado, filho?

E ele respondeu:

– Não, mãe, “tô velaxando”…

 

 

E antes disso, ele declarou animado:
– Mamãe, eu não “xô” neném!

– Não, meu amor, você cresceu, né?

– É! Eu “xô” filhinho!