Aranha no escritório

Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:

– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.

– Vermelho! – responde Heitor.

– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.

– Eu também! – anima-se o pequeno.

heitor_aranhaimagem: arquivo pessoal/Maria Ivone

País zinho

Delícias da sala de aula da prof. Nanci:

– Nanci, sabe qual é o mais menor país do mundo? – pergunta um aluno de 6 anos.
– Não existe “mais menor”. – explica a professora.
– Ah tá, mais pequeno!
– Ainda não, pode melhorar…
– Ah, sei, menor!!!
– Isso! E qual é o menor país do mundo?
– Aiaiaiai, é tanta coisa pra falar que agora esqueci o país!

Mas no dia seguinte ele fez melhor, levou um livro para ajudar a responder e declarou animado:


– Aqui ó, é o Plutão!

Cabeça quente

Theo, com 3 anos e meio, fica bastante suado, principalmente na cabeça. Dia desses ele explicou o que acontece; quando sua mãe lhe perguntou porque ele fica com a cabeça tão quente, a resposta foi:

– É poquê tem muitos pensamentos.

… Em outro dia de muito Sol, seu pai perguntou:

– Theo, o que é calor?

E o pequeno respondeu com facilidade:

– Calor é quando a gente não sente o ventinho, ué!?

Um carro brilhoso

Em uma tarde, João Vitor (de três anos), vai comprar figurinhas com o filho da patroa de sua mãe e, chegando na banca, repara em um carro bonitão que estaciona ao lado. Com ar de admiração, ele comenta:
– Sabe Diogo, quando eu crescer eu vou ter um carro BRILHOSO igualzinho esse aí.
– BRILHOSO assim? Por quê? Você acha bonito? – pergunta Diogo.
– Nããão. Mas todas as meninas lá da minha rua vão tudo querer entrar no meu carro!

1001 noites e dúvidas

Luisa, com 7 anos, durante a leitura de uma história de “As 1001 noites”, em que a mulher engravida num relacionamento de apenas uma noite… 

 – Essa é a parte que eu nunca entendi: os pais dormem na mesma cama, aí um dia o tal espermatozoide vai flutuando!? (risos) encontrar a outra coisinha na barriga da mãe?

Ioiô

Com três anos, Vaninha estava brincando com um ioiô japonês, aquele que é um papel encerado e enrolado em um palito e que só se mantém assim enrolado se for preso por um elástico, pois a qualquer movimento ele se desenrola e forma um canudo.
Depois de esticar várias vezes o ioiô, enrolou no palito para guardar, mas o rolinho de papel não parava firme porque ela não tinha nada com que prender. Depois de várias tentativas, reclamou:
– Ô mãããããe, o meu ioiô só tá cochichando.
– Cochichando Vaninha? Você sabe o que é cochichar?
– Sei! Quem cochicha o rabo espicha!

Reflexões matinais

Theo, com 5 anos e meio, ainda na cama com suas reflexões matinais e conversando com a mãe cheia de sono:
– Mãe, pra que servem os números? Pra contar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as tintas? Pra pintar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as letras? Pra escrever as coisas?
– Siiim…
(Falando e rindo sozinho) – Ai, ai, ai… Quanta coisa cabe na minha cabeça!

Depois do café da manhã, ele foi ver uma semente que achou na floresta e plantou com o pai:
– Nossa! Nasceu um galho! Bem grande!
– É grande mesmo e cresceu muito rápido! Acho que essa semente é de uma planta igual ao pé de feijão mágico e vai chegar na casa do gigante, hein, Theo?
– Ahhh, mãe, isso não existe… mas existe que é semente mágica, isso sim!

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