Diversas do Theo

Na hora do jantar…
Enrolaaando para comer, ele começa a contar os dedinhos da mão esquerda:
– Um, doisss, têiss, quato, cinco…
(pausa)
– Falta o seis, mamãe! Pecisa pô o seisss!!
(O que “pecisa” é ter uma paciência de Jó com esse figura…)
Em uma tarde, refletindo sobre sua vida de dois anos…
– Mamãe, o Theo não é mais bebezinho, o Theo é bebê, tá?
Voltando da casa do avô, com uma cara muito séria:
– Ô, mamãe, pecisa í no supetado pá compá chochoate!”
(eu mereço…)
6h da manhã, em casa…
Theo acorda e, na sequência, ouve-se uma campainha no prédio. Segue o diálogo:
Theo (muito animado): Quem cheDou?
Mãe (querendo MORRER de sono): Não é aqui, é no vizinho. Vai dormir, filho.
Theo: É no vizinho dIbaixo.
Pai (que desistiu de dormir): Não, Theo, é no vizinho de cima. Vai dormir, filho.
(Pausa… A mãe já estava sonhando, quando escuta…)
Theo: Huum, são doisss vizinhosss!
Obs: como pode um menino de dois anos ficar calculando vizinhos as 6h a.m.!!!

 

Auto controle

Eric vivia se metendo em encrencas. Com 5 anos, já havia sido convidado a se retirar de duas escolas anteriores. A coordenadora pedagógica da escola atual estava tentando uma abordagem diferente, insistia em manter conversas periódicas com Eric, dando espaço para ele falar mais, lembrando sempre que era importante que ele percebesse melhor seus sentimentos, que se controlasse e extravasasse a raiva de outras formas que não fosse batendo nos colegas.
Em um certo dia, Eric entra na sala da coordenação com o rosto bem vermelho e tentando respirar fundo.
– O que foi Eric? – pergunta a coordenadora preocupada.
– É que eu tô se controlando, tô se controlando!

Faltou o GPS

Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:

– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.

– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.

– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!

O assassinato da formiga

A mãe de Valentina, de 3 anos e 4 meses, andava distraída e pisou em uma formiga.

– Mamãe, você pensou que a formiguinha não vai mais respirar? Que ela morreu?? Que ela não vai mais comer comidinha??? – pergunta a pequena.

A mãe, já emocionada, tenta responder e acalmá-la, mas Valentina continua impassível:

– E que ela tem uma filhinha que não tem mais mamãe!! Você sabia?!!

formigas

 

(história enviada por Jane / imagem: pixabay)

Reflexões matinais

Theo, com 5 anos e meio, ainda na cama com suas reflexões matinais e conversando com a mãe cheia de sono:
– Mãe, pra que servem os números? Pra contar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as tintas? Pra pintar as coisas?
– Sim.
– E pra que servem as letras? Pra escrever as coisas?
– Siiim…
(Falando e rindo sozinho) – Ai, ai, ai… Quanta coisa cabe na minha cabeça!

Depois do café da manhã, ele foi ver uma semente que achou na floresta e plantou com o pai:
– Nossa! Nasceu um galho! Bem grande!
– É grande mesmo e cresceu muito rápido! Acho que essa semente é de uma planta igual ao pé de feijão mágico e vai chegar na casa do gigante, hein, Theo?
– Ahhh, mãe, isso não existe… mas existe que é semente mágica, isso sim!

feijao

Melhor que manjar

Dudu, de 7 anos, foi almoçar na casa da tia e, para a surpresa de todos, comeu rapidamente, concentrado e…quieto!!! Comportamento raríssimo para um menino sempre conversador como ele é.

Intrigada, sua tia perguntou:
– Nossa Dudu, que beleza ver você comendo assim bonitinho, quietinho. Tá gostoso?

E, ainda com água na boca, ele respondeu:

– Ah, tia Mel, tá sim…

Com uma pausa, ele olhou para o alto, como que procurando uma definição melhor e completou:

– Esse almoço tá uma Jarra dos deuses!!!