Faltou o GPS
Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:
– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.
– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.
– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!
Roxo
A Lúcia é prima do Hugo e, quando tinha uns dois anos, apaixonou-se por uma cor: a roxa.
Certa vez, ela chegou em casa enquanto a avó tricotava algumas roupas e pediu:
– Vó, compra um Palio Weekend roxo?
– Ih, Lúcia. Eu não tem dinheiro pra comprar um carro agora. – responde a avó ainda entretida no tricô.
E, respirando fundo para se conformar, Lúcia então finaliza:
– Tá. Então cutchura uma blusa roxa pra mim.
Lua em pedaços
Gael, com dois anos, reparando nas diferentes fases da Lua:
– Óóóóla, mamãin, a lua! Tá quebada!
Lançamento do Livro!
Será no dia 26 de maio na Livraria da Vila – Fradique Coutinho, 915. A partir das 18h30.
Nesta primeira edição foram selecionadas 60 historinhas lindamente ilustradas pela artista plástica Julia Borst. Para quem ainda não sabe, o projeto do “Conversas” surgiu no caderno em 2007, foi transformado em Blog em 2010 e selecionado para um livro em parceria com a ComArte/USP em 2011. Demorou mas saiu 🙂 Quero ver todo mundo na livraria!
Lua do dia
Hoje, amanhã…
Lina, com 3 anos e 8 meses, lá no Rio de Janeiro:
– É hoje que é amanhã, mamãe?
E Theo, com 4 anos e 2 meses aqui em São Paulo, talvez um pouco entediado com a rotina:
– Hoje é Hoje? Mas todo dia é hoje? E amanhã é sempre amanhã?
Porque, Porque, Por quê?
Mattias, descobrindo os porquês…
– E por que, mãe?
– Por que tá inverno?
– Por que o jacalé é cainívolo?
– Por que a malé tá cheia?
– Por que a Côli tá tão goiducha?
– Por que a Matilda tem rabo?
– Por que não vai chover hoje?
-Filho, melhor deixar essa faca quieta.
-Por que, mae? Será que ela fala?
-Por que, mae? Será que ela fala?
Nova especialidade médica
Felipe tem 10 anos e é um garoto super esperto, que mora com a mãe, Giuliana, e com a avó, D. Vilma. Um dia, Giuliana, estava com uma dorzinha de cabeça e pediu para a mãe olhar o que parecia ser um inchaço.
Após um exame rápido, D. Vilma diz:
– Você precisa ir ao médico olhar isto.
– Sim, mas em qual médico eu vou? – pergunta Giuliana.
E antes de deixar a avó responder, Felipe interfere:
– Ao Cerebrologista, ué!?
Audição apurada
Ana Luisa, com 3 anos, e dificuldades para escutar:
– Mãe, eu não OUVO nada.
– Ana Luiza, não é assim que se fala. O certo é “OUÇO”. OVO é de galinha. – explica sua mãe.
E a pequena, logo conclui:
– E OSSO é de cachorro!.

