Banana no frio
Sono rápido
Tratamento encantado
Na escola, Dora, com 3 anos, pergunta para sua professora:
– Gazi, posso pintiá seu cabelo?
– Pode, meu amor!
– E agola eu vou te maquiá, tá bom?
– Tá!
Alguns minutos depois, ela finaliza:
– Ponto, Gazi! Você ficô fadíssima!
Do coração
Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:
– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.
Mamíferos
A crença no futebol
Frio? Por Deus…
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
Pra que contar carneirinhos?
Theo, com 5 anos, conversando com o pai antes de dormir:
– Boa noite, filho.
– Pai, sabe o que tem dentro da minha cabeça agora?
– O quê?
– Tem uma linha retângula, que tem uns risquinhos e uns números. São duas linhas retângulas uma assim e uma assim (mostra com a mão uma linha vertical e uma horizontal), aí tem os números e eu fico contando, sabe?
– Seeei. Boa noite, filho.
– Boa noite.
Obs: o pai do Theo é programador e a mãe ficou bem preocupada com essa herança genética se manifestando 🙂
Imagem: pixabay
(história enviada pelo Mauricio)
O pensador
Theo, ainda com quatro anos e nove meses, voltando para casa com sua mãe:
– Ô, mãe!
– Oi!
– Tem um pensamento na minha cabeça, que eu não quero mais que fique na minha cabeça!
– Que pensamento?
– Eu não quero te falar qual é o pensamento, eu só quero tirar o pensamento da minha cabeça!
– Ok, então pensa em outra coisa.
(silêncio)
– Ô, mãe!
– O que foi?
– Você falou pra eu pensar em outra coisa e agora tem dois pensamentos na minha cabeça!

(imagem: http://palavrasemilimagens.blogspot.com.br)





