Batizado

Sofia, de 2 anos e meio, e sua irmã, Isabella, de 6 meses, foram batizadas no mesmo dia. Na hora da cerimônia cristã, Sofia ficou bem atenta a tudo o que estava acontecendo. 
No momento em que o padre finalizou o primeiro batismo, jogando água na cabeça da sua irmãzinha, ela ficou bem quietinha e já se levantou esperando a sua vez. Foi para o colo dos pais, mas, quando chegou a hora de ir para a pia batismal, ela chamou o padre, colocou as mãozinhas em concha para cochichar, e logo avisou:
– Eu já lavei a cabeça!

Buraquinho

Clara com 2 anos e pouco, explorando sua propria orelha…

 – Mamãe, minha orelha quebrou!

 – Imagina filha, mostra pra mim…
(Clara mostra o buraquinho do ouvido)

– Ah filhota, é só o buraquinho da orelha, todo mundo tem.

 – Mamãe, deixa eu ver seu buraquinho? O papai também tem buraquinho?
orelha
(história enviada pela Graziela)

O assassinato da formiga

A mãe de Valentina, de 3 anos e 4 meses, andava distraída e pisou em uma formiga.

– Mamãe, você pensou que a formiguinha não vai mais respirar? Que ela morreu?? Que ela não vai mais comer comidinha??? – pergunta a pequena.

A mãe, já emocionada, tenta responder e acalmá-la, mas Valentina continua impassível:

– E que ela tem uma filhinha que não tem mais mamãe!! Você sabia?!!

formigas

 

(história enviada por Jane / imagem: pixabay)

Idioma universal

A Bebel sempre foi conversadeira e, mesmo antes de aprender as palavras da Língua Portuguesa, já se comunicava com longos discursos no idioma dos bebês – o que seus pais batizaram de “bebeiês”.
 
Com dois aninhos e já craque no vocabulário brasileiro, ela viajou com os pais para Paris e se interessou bastante pelo idioma estrangeiro.

Tanto que já na primeira vez que vieram falar com ela em francês, ela respondeu sem inibição algo do tipo:

Badagu Loguiaxi blefxianhiem

E quando sua mãe perguntou o que eles estavam falando, a pequena respondeu com aquela carinha de “como assim? Você não percebeu???”:

Bebeiês, mamãe!

Diversas do Theo 2

Entre seus 2 anos e meio e 3 anos, Theo continua contribuindo com o blog…

Diálogo de fim de domingo
Theo: O papai é “gandi”.
Eu: E o Theo?
Theo: O Tetéo é “pitinininho”.
Eu: E a mamãe?
Theo: A mamãe é “divagarzinha”.

Contagem
Theo: dezessete, dezeoito, dezenove, dezedéizzzz!
Na hora de dormir
Diálogo entre pai e filho, passada a hora de dormir:
– Filho, a mãe disse que você precisa aprender a dormir sozinho.

(ele pensa)
– Não, pai. Eu não peciso apendê a domi sozinho, não. Eu sou quiança. Quando eu ficá adulto, aí eu apendo.
– E o que mais você vai fazer quando ficar adulto, filho?
– Quando eu ficá adulto, eu vou tomá tota-tola, toma cevêza… Aí eu dumo sozinho, tá bom?
Na hora de acordar
6:20h da manhã:
– Papai, tô com fome di tainho… (tradução: de carinho)

Depois de aprontar

Voltando para casa, depois de fazer birra:
– Mamãe, você me “tiama”?

(E tem como não amar esse figurinha?)

 Em um dia “insuportááável”, passando de todos os limites. A mãe, grávida de 6 meses, “explode” e segue a conversa:
– Chega, Theo!
– Não!
– Chega!! Minha paciência acabou!
– Não “acabô”, não. Sua paciência tá “dentlo” da sua barriga com o Ian!!
(Sutil, hã? Freud explica?!)
Querendo colo
Theo adora ser carregado no colo, ou montar no pescoço do pai. E, com 3 anos, já está ficando pesadinho. Diálogo sobre isso, subindo a Rua Germaine Burchard:
– Filho, anda um pouquinho. Tá pesado, o pai não aguenta mais te carregar.
– Não, pai. (pensa um pouco) Você é velhinho, mas ainda “aguenta eu”…

Diversas do Gael

O Gael nestas últimas semanas anda bastante inspirado e colaborador com o nosso blog:

Em uma conversa com seu pai:

– O Gael é homem.
Eu não sô hóme, eu um elfo!


Na hora do banho:

– Gael qué pamá banho!
– Então vamos! Você está tão sujo que eu vou te colocar de molho no balde! – diz sua mãe.
– Nããããoooo! – exclama Gael e, explicando a razão de seu descontentamento, completa:

– Não pode colocá môio no balde! Só no macauão!

E na hora do macarrão:

Sua mãe cozinhando e Gael sentado no banco, assistindo, sem parar de falar, de perguntar coisas. Em certo momento, ela já estava meio distraída e ele perguntou:
– E esse fogo, mamãe, tá aceso?
– Tá, filho – respondeu a mãe sem olhar.
– Esse, mamãe.
– Tá, filho, tá aceso.
Mas o fogo não estava, ele estava apontando para outra boca do fogão e sua mãe não viu.
Então, ele teve que explicar com mais ênfase:
– Não tá, não! Já ti faêi que não tá, mamãe!

Banho em Caldas Novas

– Mamãe, cadê a vovó Malia? – pergunta Gael.
– Foi viajar, filho. Com a Didi e o vovô. – responde sua mãe.
onde ela foi viajá?
– Pra Caldas Novas.
– Onde é Cazapoba?
– É uma cidade, filho… lá tem água quente.
– A vovó Malia quebô o chuvêio?

 

Entendendo o trabalho da mamãe
 

Depois de ver sua mãe durante uma hora fazendo embalagens para os DVDs dos seus clientes, Gael pergunta animado:

– Mamãe paô de bincá com cola?
 

Descobrindo os temperos da horta
 
– O que é isso, mamãe? É ceboinha? – quis saber Gael.
– Sim, essa aí é a cebolinha. – explica sua mãe.
– Gael pode comê?
– Só quando ela crescer mais. Ainda está pequenininha.
E, com cara de chateado, ele pede:
Aaaaaahhhh, ceboinha! Quésce ógo!


E curtindo a história do ratinho e do morango:
Depois que tomou gosto por histórias e livros, Gael pegou um livro e pediu:
– Mamãe, leia! – exatamente assim, com o verbo no imperativo. 

Um dos livros era aquele do ratinho, do morango e do grande urso. No mesmo dia, coincidentemente, seus pais compraram morangos e, na manhã seguinte, Gael acordou todo feliz e foi correndo abraçar sua mãe.  Ao perceber os morangos na cozinha, com a cara sapeca de quem está contando uma história, ele perguntou:
Selá que o ússo vai pegá nosso moango? Selá?

     

Duas sobre Morangos

Carolina, de três anos, acompanha a segunda gestação de sua mãe. Certa vez, depois de almoçar bastante e de comer sobremesa, ela pergunta:

– Mamãe, tem um bebê na sua barriga, né?

–  Tem, filha, tem um bebê, que é o seu irmãozinho.

Neste momento ela levanta a blusa e mostra o barrigão:

– Ah, na sua barriga tem bebê e na minha tem morangos!!!

Voltando do parque da Água Branca, passo por uma mãe e uma filha a caminho da feira de produtos orgânicos…

– Não, eu não quero comprar frutas! -diz a menina que deve ter uns dois anos e meio.

– Mas, filha, você gosta de frutas – insiste a mãe.

– Eu não gosto de frutas! – reafirma a menina.

– Gosta, filha, você gosta de morango e…

– Mas morango não é fruta!

– Não? Morango é o quê?

E com “ar de água na boca”, ela finaliza:

– Ah, morango é delícia!!!