Exceção!

Amanda tem um primo, chamado Bráulio, que é só 6 meses mais novo que ela.
Quando eles tinham uns 4 ou 5 anos gostavam muito de brincar juntos e, sempre que possível, o Bráulio ia brincar na casa da Amanda. No final de um desses dias, quando Amanda e o pai foram levar Bráulio de volta para a casa dele, encontraram tudo fechado.

Ao ver a cara de decepção de Bráulio, Amanda correu até a porta, pegou um bilhete imaginário e leu em voz alta:
– “Bráulio, precisei sair. Me espere e não vá pra lugar nenhum, exceto pra casa da Amanda”.

Logo tudo se resolveu, pois a mãe de Bráulio, que realmente tinha precisado sair, voltou logo.

Quando soube da história, Lenina, uma das irmãs mais velhas de Amanda perguntou:

– Mas você sabe o que significa “exceto”, Amanda?

E ela respondeu com um ar de “claro que sei”:
– Ai, Le, exceto é bichinho que voa!

Futebol geográfico

O Pedro, com 3 anos e meio, estava em Florianópolis conversando com o Jairo, amigo da sua mãe, e resolveu contar algo que estava acontecendo na sua casa. Para entender melhor, o Jairo pergunta:

– Lá em São Paulo, Pedro?

De repente, ele fica muito bravo e responde:

– Nããão, Xão Paulo, não!

– Ué, mas como é o nome da sua cidade, então? – quis saber Jairo.

Nessa hora a cara feia desaparece, ele abre um sorrisão e diz:

Corinthiaaassss

Diversas do Theo 2

Entre seus 2 anos e meio e 3 anos, Theo continua contribuindo com o blog…

Diálogo de fim de domingo
Theo: O papai é “gandi”.
Eu: E o Theo?
Theo: O Tetéo é “pitinininho”.
Eu: E a mamãe?
Theo: A mamãe é “divagarzinha”.

Contagem
Theo: dezessete, dezeoito, dezenove, dezedéizzzz!
Na hora de dormir
Diálogo entre pai e filho, passada a hora de dormir:
– Filho, a mãe disse que você precisa aprender a dormir sozinho.

(ele pensa)
– Não, pai. Eu não peciso apendê a domi sozinho, não. Eu sou quiança. Quando eu ficá adulto, aí eu apendo.
– E o que mais você vai fazer quando ficar adulto, filho?
– Quando eu ficá adulto, eu vou tomá tota-tola, toma cevêza… Aí eu dumo sozinho, tá bom?
Na hora de acordar
6:20h da manhã:
– Papai, tô com fome di tainho… (tradução: de carinho)

Depois de aprontar

Voltando para casa, depois de fazer birra:
– Mamãe, você me “tiama”?

(E tem como não amar esse figurinha?)

 Em um dia “insuportááável”, passando de todos os limites. A mãe, grávida de 6 meses, “explode” e segue a conversa:
– Chega, Theo!
– Não!
– Chega!! Minha paciência acabou!
– Não “acabô”, não. Sua paciência tá “dentlo” da sua barriga com o Ian!!
(Sutil, hã? Freud explica?!)
Querendo colo
Theo adora ser carregado no colo, ou montar no pescoço do pai. E, com 3 anos, já está ficando pesadinho. Diálogo sobre isso, subindo a Rua Germaine Burchard:
– Filho, anda um pouquinho. Tá pesado, o pai não aguenta mais te carregar.
– Não, pai. (pensa um pouco) Você é velhinho, mas ainda “aguenta eu”…

Diversas da Lina 2

Lina, com 3 anos, um pouco brava com alguns alimentos:


– Papai, esta laranja é ogânica! Você gosta?
 

– Sim, e você?
 

– Eu não sou ogânica!


Com soninho, argumentando com sua mãe:

– Lina, tenta dormir sem chupar dedo, você sabe que não é bom pra você…

– Só mais um pouquinho, mamãe, até acabar!

E brincando com um amiguinho, sem medo das coisas da vida:

– Vamos brincar de morrer? – propõe Lina
– Mas antes eu preciso trabalhar. – explica o amigo
 
– Mas eu vou morrer!
 
– Tá bom.

As coisas

Nícolas, com 3 anos, em um momento reflexivo…

– Pai, por que as coisas só acontecem quando elas querem?

(eu também gostaria de saber 🙂

….

E querendo constatar o final da construção da sua casa no sítio, entrando no quarto que estava “de pé”, mas sem acabamento nenhum:

– Oba! Já tá tudo ponto, só faltam as coisas!