Martina, com 5 anos, já se aventura com a pronúncia de outros idiomas.
Dia desses, voltando da escola com seu caderno, ela mostrou para a mãe, toda orgulhosa:
– Olha, mãe, aprendi que lá no Japão, obrigado é assim: Petit gateau!!!
O túnel
Lina, com quase 3 anos, entrando no túnel em uma viagem de carro:
– Papai, cadê o lá fora?
E, já experiente, narrando suas percepções:
– Tá escurooooo…. agora tá esclaroooooo!
Nascida pra ser mãe
A pergunta da Olivia (de 2 anos e 8 meses) que não quer calar:
– Mamãe, quando você era bebezinha você já era minha mãe?
Histórias da Mano
Manoela também coleciona histórias de crianças e compartilhou algumas aqui com a gente:
Certa vez, ela foi contar histórias para as crianças da primeira série de uma escola, que estavam estudando os contos de fada. Contou duas: um conto de fadas e um conto popular e, em seguida, propôs uma conversa:
– Essa segunda história é um conto de fadas?
– Nãããão! – As crianças responderam
– Por que não?
E, então, um menininho se levantou e disse:
– Porque nela não tem mágica, só tem esperança.
Outro dia, em um buffet infantil onde Mano trabalhou, os monitores fizeram uma proposta:
– Quem quer desenhar?
E um menino, chamado Caio e de 5 anos, respondeu sério com outra pergunta:
– Depende. É uma atividade?
– Como assim? – perguntou Manoela.
– Porque se for atividade eu não quero. Odeio atividade!
Poliamor, mamãe!
Download de bebês
Theo, ainda com 4 anos e 3 meses, gostou de ver o pai comprando aplicativos pela internet e entendeu, do jeito dele, como funciona uma loja virtual, com downloads etc.
Depois de “maquinar” bastante, ele quis explicar suas novas ideias acerca desse tema:
– Sabe, mãe, a barriga da mãe é uma loja onde a gente compra os bebês… (pausa)… Mas só as barrigas de mamães que têm os bebês, entendeu?
dos encantos da poesia
Quem é essa Dona?
O pai da Patrícia trabalhava em outra cidade. Chegava às sextas e todo domingo ela ficava bem triste quando sua mãe saía para levá-lo à rodoviária.
Um dia ela se cansou e resolveu intervir! E disse, muito brava:
– Ah, não, mãe! Mas de novo você vai levar o papai para a Dona Viária???
Festa genial
Artur, com 4 anos e pouco, voltando da “balada”.
– A festa estava legal, filho? – pergunta sua mãe.
– Ahã. Tinha um escorregador e outras coisas do gênio.
Cabelo
A Cris, tia da Lucia, passava por uma daquelas fases em que sentia que precisava mudar tudo e começou, claro, pelo corte de cabelo. Radical, transformou os longos cabelos de bailarina em um corte “joãozinho”.
Alguns dias depois, viajou para a casa da irmã e, como chegou de madrugada, para não acordar os sobrinhos, passou o restinho da noite no sofá da sala.
Quando amanheceu, a Lúcia, com uns 3 anos, acordou e correu para a sala, já anunciando:
– A tia “Quis” chegou! A tia “Quis” chegou!
Tia Cris, então, abriu os olhos e viu que a sobrinha estava passando as mãozinhas no seu cabelo, com uma cara de “solidariedade total”. E antes de conseguir falar bom dia, ela escuta:
– Tia, fecha o olho e dorme que o cabelo cresce de novo…

