PiLico!

Ian (2 anos e 5 meses) no sábado:
– Mamãe, eu tô ficando gande, poque eu vô apendê a fazê cocô no piLico!
– Sim, meu amor! – diz a mãe empolgadíssima já pensando em acender uma vela p/ Nossa Senhora do desfralde natural…

Ian no domingo:
– Vô fazê cocô…
– Oba, filho! Vamos pro penico?!
– Não, mamãe – e fazendo carinho no rosto da mãe, completa – eu não sou gande não, eu quelo fazê na faldinha, tá bom?

toilet-paper
(E la vamos nós com dois passos p/ frente, um p/ trás, muitas fraldas mas também muita fofurice 🙂 )

Faltou o GPS

Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:

– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.

– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.

– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!

Dentes permanentes

Theo C. já é um rapaz, mas quando tinha 5 anos e pouco, quis saber:

– Mãe, depois que cai o dente, aí nascem os dentes permissivos, né?

Sua irmã, Lia, logo mais fará 6 anos. Ela acabou de perder seu primeiro dentinho e curiosamente também observou:

– Mãe, agora vai nascer o meu dente persistente, né?

Frio? Por Deus…

Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio. 

Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:

– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!

Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:

– Foi Deus que me fez assim!

Multilinguismo

Desde que tinha seis anos de idade, Julia tem aulas de Inglês, Francês e Espanhol na escola.

Agora, aos sete, ela já se arrisca mais com os diálogos e está animada com as novas aprendizagens.

Sabendo de seu gosto por participar, a professora de Francês aproveitou para trabalhar um novo conteúdo, perguntando-lhe:

– Julia, aimes tu l´orange?

Sem pestanejar e muito animada por ter entendido tão rápido o que sua professora queria saber, ela responde:

– Si, je love!!!

A vida e o planeta

Theo, com quatro anos e um mês, em uma conversa no carro passando por uma praça cheia de cachorros:

– Theo, sabia que o papai já teve uma cadela dessa que se chamava Cocada? – conta sua mãe depois de ver um Husky Siberiano.

– É? Mas onde ela está?

– Ela já morreu – explica o pai.

– Por que os cachorros morrem?

– Porque são animais, como as pessoas, nascem, vivem, morrem, é a vida… – filosofa um pouco a mãe.

– Tudo bem… (pausa reflexiva)… Mas, mãe, como é que começou o planeta Terra?

Novos doces

No Natal, Theo (ainda com 4 anos e 5 meses) comeu muitos doces e também tomou Sol:
Na beira da piscina:
– Mãe, eu comi aquele doce que a Monique colocou na churrasqueira!
– Qual?
– Aquele branquinho, o Marchinelo!
– Nossa, como a Giovanna tá branquinha, né, Theo? – observa sua tia.
– Por que ela tá tão branquinha? – quis saber Theo.
– Ah, acho que é porque ela toma muito leitinho…
– Ah…
(pausa reflexiva)
– E você, tia Fátima, você tá bem pretinha, então você toma leite com Mescau?

Na hora do jantar, cheio de frescura:

– Mãe, não coloca comida no meu prato, não. Você deu aquele doce pro Ian e agora sua mão tá com esse cheiro bananesco, eca!