O pensador
Theo, ainda com quatro anos e nove meses, voltando para casa com sua mãe:
– Ô, mãe!
– Oi!
– Tem um pensamento na minha cabeça, que eu não quero mais que fique na minha cabeça!
– Que pensamento?
– Eu não quero te falar qual é o pensamento, eu só quero tirar o pensamento da minha cabeça!
– Ok, então pensa em outra coisa.
(silêncio)
– Ô, mãe!
– O que foi?
– Você falou pra eu pensar em outra coisa e agora tem dois pensamentos na minha cabeça!

(imagem: http://palavrasemilimagens.blogspot.com.br)
Derretido
Roxo
A Lúcia é prima do Hugo e, quando tinha uns dois anos, apaixonou-se por uma cor: a roxa.
Certa vez, ela chegou em casa enquanto a avó tricotava algumas roupas e pediu:
– Vó, compra um Palio Weekend roxo?
– Ih, Lúcia. Eu não tem dinheiro pra comprar um carro agora. – responde a avó ainda entretida no tricô.
E, respirando fundo para se conformar, Lúcia então finaliza:
– Tá. Então cutchura uma blusa roxa pra mim.
Anel mágico
Casamento
Aula de História, 7º anos (ou seja, alunos de cerca de 12 anos). A professora explica:
– Na Idade Média o casamento entre nobres não tinha nada a ver com amor, tinha a ver com interesses políticos, as mulheres não tinham muita escolha, eram obrigadas a se casar com quem seus pais determinassem…
E, em quatro turmas diferentes a reação das meninas foi unânime:
– Mesmo se o cara fosse feio???!!!!
Sashimi
Pedágio para viagens
Gael V., com 3 anos, iniciando seu planejamento financeiro:
– Mamãe, vamos pegar o avião para ver a Vale e o Nei? (em Florianópolis).
– Gael, primeiro eu preciso juntar dinheiro para a gente ir. – explica sua mãe.
– Eu tenho dinheiro, mamãe! Eu tenho um pedágio, meu dinheiro tá lá. – responde o mini economista.
Gentilezas da Anita
E, muito educada, criando uma nova palavra que resume aquela troca de gentilezas toda:
Liberdade assistida
Paulinho, com 5 anos, precisou acompanhar o pai em um dia de trabalho no escritório. Mesmo com algumas tentativas de entretenimento oferecidas pelos colegas do pai, ele ficou entediado, e resolveu riscar as paredes da sala.
Após uma bronca das grandes, Paulinho ficou muito bravo e declarou:
– Vou fugir de casa!
Decidido, pegou sua mochilinha e foi em direção à porta. Mas, antes de sair, completou:
– Você me leva, papai?
