Consertando

Davi, com quatro anos e dez meses, conversando com sua mãe:

– Mamãe, quando as pessoas ficam doentes existe conserto?
– Para cada tipo de doença, existe um tratamento que “conserta” – explica sua mãe, que também pede: – filho, coloca suas meias que está frio, pra você não ficar doente.
– Não vou colocar! Como eu fico doente? Com gripe?
– Sim.
– Hummmm… – pensou, pegou as meias, pediu ajuda pra recolocar e perguntou novamente: – Mamãe, quando a gente quebra alguns fósseis tem conserto?

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(imagem: gartic.uol.com.br)

Limão com defeito

Carla, com 3 anos e pouco, sempre foi muito comportadinha, bem educada e também atenta a novas palavras e atitudes.

Certo dia, em um jantar com muitos membros da família, ela viu seu pai espremer um limão na salada e tentou fazer o mesmo. Mas o limão que Carla pegou estava seco e, então, ela pediu:

– Mamãe, pecisa de oto limão.

– Por que filha?

Poque esse aqui fudeu.

Palavra Mágica

Thaís, com três anos, passava o dia no sítio de sua avó. Depois de brincar e correr para lá e para cá, ela entra apressada na cozinha e diz, um pouco autoritária:
– Quero água!
Sua avó, um tanto incomodada responde:
– Como é que se fala?
– Quero água!
– Não, Thaís, qual é a palavrinha mágica?
Thaís franze a testa, pensa por alguns segundos e muito animada responde:
– Ah, ABRACADABRA!!!

Táxi!

O Jayden, com 4 anos, costumava ver as pessoas chegando de carro em seu condomínio. Certa vez, ele foi recepcionar a jornalista Ana Paula, que faria uma matéria com ele e a irmã, e achou muito estranho não ver carro nenhum.
– Você ANDOU até aqui? – perguntou intrigado.
– Não, eu peguei um táxi. – explicou Ana.
Mas ele precisou entender melhor, e então, completou:
– Táxi é aquele carro que leva as pessoas, tipo um… táxi, né?
OBS: outras ótimas histórias da Ana Paula, podem ser lidas no link: http://vemprobahrainvocetambem.wordpress.com/2010/12/01/crianca-diz-cada-uma/

Batizado

Sofia, de 2 anos e meio, e sua irmã, Isabella, de 6 meses, foram batizadas no mesmo dia. Na hora da cerimônia cristã, Sofia ficou bem atenta a tudo o que estava acontecendo. 
No momento em que o padre finalizou o primeiro batismo, jogando água na cabeça da sua irmãzinha, ela ficou bem quietinha e já se levantou esperando a sua vez. Foi para o colo dos pais, mas, quando chegou a hora de ir para a pia batismal, ela chamou o padre, colocou as mãozinhas em concha para cochichar, e logo avisou:
– Eu já lavei a cabeça!