Melhor que manjar

Dudu, de 7 anos, foi almoçar na casa da tia e, para a surpresa de todos, comeu rapidamente, concentrado e…quieto!!! Comportamento raríssimo para um menino sempre conversador como ele é.

Intrigada, sua tia perguntou:
– Nossa Dudu, que beleza ver você comendo assim bonitinho, quietinho. Tá gostoso?

E, ainda com água na boca, ele respondeu:

– Ah, tia Mel, tá sim…

Com uma pausa, ele olhou para o alto, como que procurando uma definição melhor e completou:

– Esse almoço tá uma Jarra dos deuses!!!

Das finitudes do mundo

Theo, com 6 anos e 4 meses, filosofando logo de manhã…

– Mãe, vou te falar uma coisa: o mundo não tem fim, a gente sim!

– Que legal, filho. Onde você ouviu essa frase?

– O que é frase?

– Isso que você falou, onde você ouviu?

– Ah, não, eu não ouvi em nenhum lugar, eu formei na minha cabeça agora.

 

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imagem: Pixabay

 

A casa do irmão

Flavio, com 2 anos e 2 meses, acabou de ter um irmãozinho e já conseguiu aprender muitas coisas com esta nova experiência.
Essa semana, ele resolveu desenhar e falou:
– Você sabe quê qué isso, mamãe?

– Não, o que é? – perguntou sua mãe.

– É pacenta! Eu tô deseando uma pacenta!

– Hã, uma PLACENTA?

– É, era casa do imão. Uma pacenta, uma pacentona!

Fim do mundo

Miguel, 8 anos, conversando com o pai:

– Pai, o mundo vai acabar um dia?
– Sei lá, mas acabar como, filho?
– Morrer, se destruir em vários pedaços…
– Mas aí nós iríamos morrer?
– Não pai, iríamos ficar flutuando no espaço até encontrar outro planeta para viver…
– Entendi. E qual planeta você queria viver?
– Não sei, mas Marte não dá pois é muito perto do Sol…. Hum, acho que iria querer viver em Saturno para poder patinar nos anéis!

Telemarketing

A Julia, agora com 7 anos, não recorta mais vestidos, mas adora atender o telefone de casa. Dia desses, sua mãe estava bem ocupada e, quando tocou o aparelho e a mocinha já correu para atender, ela pediu:

– Julia, se forem aquelas pessoas querendo vender alguma coisa, do banco, do cartão etc, fala que eu não estou, tá?

– Tá – respondeu Julia, já com a mão no aparelho.

Quando a ligação começou, a moça do outro lado perguntou:

– Por favor a Sra. Cristiane, aqui é do cartão fulano de tal…

Mas a Julia rapidamente já interrompeu:

– Olha, ela não está!

– Ah, não está? Então você pode chamar a sua mãe, por favor?

E a Julia, muito brava, saiu gritando:

– Manhêêêê, eu disse que você não tava, mas não adiantou nada!

Histórias da Mano

Manoela também coleciona histórias de crianças e compartilhou algumas aqui com a gente:

Certa vez, ela foi contar histórias para as crianças da primeira série de uma escola, que estavam estudando os contos de fada. Contou duas: um conto de fadas e um conto popular e, em seguida, propôs uma conversa:

– Essa segunda história é um conto de fadas?
– Nãããão! –  As crianças responderam
– Por que não?
E, então, um menininho se levantou e disse:
– Porque nela não tem mágica, só tem esperança.
Outro dia, em um buffet infantil onde Mano trabalhou, os monitores fizeram uma proposta: 
– Quem quer desenhar?
E um menino, chamado Caio e de 5 anos, respondeu sério com outra pergunta:
– Depende. É uma atividade?
– Como assim? – perguntou Manoela.
– Porque se for atividade eu não quero. Odeio atividade!