Sinceridade familiar
Theo, com quatro anos e nove meses, brincando com o pai e apertando seu nariz:
– Ei, para com isso, você tá apertando meu nariz por que eu sou narigudo? – protesta o pai.
– Nãão, você não é narigudo, papai…
E o pai, por alguns segundos, sente que está fazendo sucesso, até que Theo completa:
– Narigudo você não é, papai, você é barrigudo…
…
E coversando com a mãe sobre o livro que ela acabara de receber da editora:
– Theo, você quer ver o livro da mamãe?
– Quero. (folheia). Foi você que escreveu e que desenhou?
– Não. Eu escrevi. Mas os desenhos, olha, foi uma amiga da mamãe que fez.
– Ah, bom. Porque você sabe escrever, mas não pinta muito bem, né?
crédito da imagem: arquivo pessoal
Casaco cardíaco
Miguel e Benjamim resolveram brincar de “o que é o que é” com a madrinha do Benjamim, Manoela.
E o Benjamim respondeu animado:
Do coração
Ian, 5 anos, tem dito que quer ser médico e também “biogatário” (não me pergunte onde ele e o pai dele acharam esse nome, mas sei que tem a ver com o fato dele estar apaixonado por gatinhos)… tem falado bastante do que quer fazer quando crescer e tal… ontem ele chegou perguntando:
– Ô mãe, quando a gente pede essa coisa que a gente quer fazer é o coração que faz?
– Como assim, filho? Quando você escolhe o que quer trabalhar?
– É, quando a gente escolhe o que quer trabalhar é o coração que faz ou a gente tem que se preparar?
(mini suspiro da mãe encantada)
– Acho que as duas coisas, filho.
Música, fotos e partos
Gael, com três anos e um mês, no carro com sua mãe:
– Mamãe, na casa da vó Maía passa o Maique… Maique… é… Maique…
– Mike, o Cavaleiro, filho?
– Não, o Maique Djésson!
E, com a câmera no pescoço, brincando de tirar foto:
– Mamãe, eu sou fotófo também. Eu não faço o bebê nascê, eu só tio foto.
A mãe, que é uma fotógrafa conhecida pelo seu lindo trabalho com partos, precisa de uma pausa para se recuperar da emoção. Depois, pergunta:
– Então quem é que faz o bebê nascer?
– Ah, é a mamãe dele!
E a conversa continua um tempinho depois…
– Mamãe, aí o neném nasceu. Eu tiei foto, óla!
– Ah, que linda a foto, filho! E como ele nasceu, me conta?
– Na casa dele. Pela pepeca. Óla, que bunitinhu…
(imagem: gartic.uol.com.br)
As coisas
Nícolas, com 3 anos, em um momento reflexivo…
– Pai, por que as coisas só acontecem quando elas querem?
(eu também gostaria de saber 🙂
….
E querendo constatar o final da construção da sua casa no sítio, entrando no quarto que estava “de pé”, mas sem acabamento nenhum:
– Oba! Já tá tudo ponto, só faltam as coisas!
Na horizontal…
Botões…
Alice, com 3 anos, já pensando com seus botões:
Apelido mesmo
Chuva nos dentes
Francisco adora uma bagunça e sempre se diverte e diverte os amigos de três anos com suas observações.
Na escola, depois do lanche, ele constata a ação da turma, animado:
– A Ana tá enchovando, o Pedro tá enchovando, a Maria tá enchovando… tá todo mundo enchovando os dentes!!!




