Emancipando-se
Mattias, com 3 anos e 3 meses, aspirando sua independência:
– Mãe, quando eu fizer 8 anos eu vou jogar você fola!
Repetente
Menino valente
Sobre estrelas e girafas
Ioiô
Com três anos, Vaninha estava brincando com um ioiô japonês, aquele que é um papel encerado e enrolado em um palito e que só se mantém assim enrolado se for preso por um elástico, pois a qualquer movimento ele se desenrola e forma um canudo.
Depois de esticar várias vezes o ioiô, enrolou no palito para guardar, mas o rolinho de papel não parava firme porque ela não tinha nada com que prender. Depois de várias tentativas, reclamou:
– Ô mãããããe, o meu ioiô só tá cochichando.
– Cochichando Vaninha? Você sabe o que é cochichar?
– Sei! Quem cochicha o rabo espicha!
Cabelo
A Cris, tia da Lucia, passava por uma daquelas fases em que sentia que precisava mudar tudo e começou, claro, pelo corte de cabelo. Radical, transformou os longos cabelos de bailarina em um corte “joãozinho”.
Alguns dias depois, viajou para a casa da irmã e, como chegou de madrugada, para não acordar os sobrinhos, passou o restinho da noite no sofá da sala.
Quando amanheceu, a Lúcia, com uns 3 anos, acordou e correu para a sala, já anunciando:
– A tia “Quis” chegou! A tia “Quis” chegou!
Tia Cris, então, abriu os olhos e viu que a sobrinha estava passando as mãozinhas no seu cabelo, com uma cara de “solidariedade total”. E antes de conseguir falar bom dia, ela escuta:
– Tia, fecha o olho e dorme que o cabelo cresce de novo…
Absurdo
Hugo, com 6 anos e após uma longa e profunda reflexão:
– Mãe, eu acho um absurdo o universo ser infinito!
Pombinha
Luca, com 3 anos, após observar atentamente uma pomba na rua:
– Papai, olha lá aquela galinha que voa!
Trocar a fralda
Melina tinha dois anos e resolveu brincar no quarto dos pais enquanto eles trocavam de roupas.
De repente, quando seu pai estava de cuecas procurando uma calça para vestir, ela começa a brincar de “túnel”, passando por debaixo de suas pernas.
– Cuidado aí, hein, filha! Não vai machucar o papai…
– Agaá! – responde Melina, empolgadíssima, engatinhando de um lado para outro.
Logo em seguida, ela resolve levantar-se bem no meio do “túnel”, erguendo-se pelas pernas do papai.
– Filha, não!
Mas já era tarde, ela já está com as mãozinhas bem direcionadas àquela região tão protegida pelos homens nos jogos de futebol.
Seu pai, “petrificado” procura em vão a ajuda da esposa, que a essa altura já enfiou o rosto no travesseiro para abafar o riso.
– Ãh… filha… é…
Melina, com uma carinha de quem acabara de descobrir algo muito importante, simplesmente pergunta:
– Tá com “totô”, papai???



