Proporção

Aula de História no 7º ano; comparação entre Arte Medieval e Arte Renascentista. A professora explica:

– Nas obras de arte Renascentistas a noção de perspectiva, profundidade e proporção é muito mais precisa do que na medieval. O corpo dos seres humanos passa a ser retratado com muito mais minúcia de detalhes, blablabla...

No livro, os alunos observam um exemplo de obra renascentista: A Criação de Adão (Michelangelo – teto da capela Sistina).

– Professora, você tem certeza que essa obra é Renascentista e não Medieval? – pergunta uma aluna.

– Claro, é um exemplo clássico, o Michelangelo, blablabla..., o homem, blablabla… Convenci?

– Não, por que a noção de PROPORÇÃO aí tá muuuuito errada!

Risos gerais até o final da aula. Busca obstinada de todos os alunos para acharem mais homens e mulheres pelados pelo livro inteiro. A professora, então, resolve colocar mais lenha na fogueira, na tentativa de quebrar um pouco esse tabu da nudez:

– Ah, meninas, é assim mesmo, tem horas que fica pequenininho tem horas que fica grande, ué!

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imagem: wikipedia/domínio público

Semente da coragem

Clara, com quatro anos e pouco, não conseguia se pendurar numa corda amarrada na árvore. Seu pai apareceu mexendo num potinho de sementes como se não soubesse de nada e disse:

– Olha essas sementes, Clara… Dizem que são muito poderosas… Quando alguém te dá uma, você consegue coragem para fazer qualquer coisa que tem medo… É só pedir! – e entrega a semente para a filha.

Clara, então, pega a corda, segura no nó mais alto, pega distância e pula balançando deliciosamente pendurada… Desce com um sorrisinho de canto e finge que nada aconteceu. Sua mãe observava tudo à distância.

Uma semana depois, todos foram passear em um parque com escorregadores enormes (que chegam perto “do” Deus, como Clara gosta de dizer). A pequena mostrou-se destemida! Subiu, desceu, correu… ufa! Voltando para casa, sua mãe pergunta:
-Nossa filha, hoje você arrasou, estava muito corajosa, muito bom! Você recebeu a sementinha da coragem de novo?

E Clara explicou:
-Não mamãe… ainda é o efeito da mesma!

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(imagem: pixabay.com)

 

Japonês!

Ricardo, um nissei de uns 35 anos, passeava por uma bela praia da Bahia, quando encontrou um garotinho que parou embasbacado na sua frente.
Ricardo, então, percebeu que o garoto estava muito interessado nos seus olhos. E perguntou:
– O que foi? Nunca viu um japonês?
E o menino lhe deu um sorriso sincero e respondeu com admiração:
– Só o Jaspion!!!

Porque, Porque, Por quê?

Mattias, descobrindo os porquês…
– E por que, mãe?

– Por que tá inverno?

– Por que o jacalé é cainívolo?

– Por que a malé tá cheia?

– Por que a Côli tá tão goiducha?

– Por que a Matilda tem rabo?

– Por que não vai chover hoje?

-Filho, melhor deixar essa faca quieta.
-Por que, mae? Será que ela fala?