No café da manhã, ele pergunta:
– Mamãe, a irmãzinha quer o meu pãozinho?
– Mamãe, a irmãzinha quer o meu pãozinho?
Tarsila, com 4 anos e ótimas observações:
– Pai, conta história?
– Hoje você conta para eu ouvir.
– Mas se você contar, você também vai ouvir.
…
– Tatá, não puxa sua irmãzinha, porque ela perde o controle e cai.
– Mãe, a gente tem controle? Cadê meu número??
Festa infantil. Cerca de 8 crianças entre 4 e 6 anos brincam de pular corda com dois animados monitores.
– Qual música você quer? – pergunta o monitor.
– Do cabelo arrepiado! – responde uma menininha que deve ter uns 5 anos.
– Tá bom, vamos lá: “Suco, gelado, cabelo arrepiado, qual é a letra do seu namorado? A, B, C, D…” – e assim ele foi cantando e a menina pulando, até que ela erra o salto e a letra “sorteada” é…
– U!!!
– “U”? Ixi, não conheço nome de namorado com “U”! – brinca a monitora.
– Urubu!! – tira sarro um menino de uns 6 anos.
– Não!! – fica brava a menininha da corda – É o Uuuu… Uiliam!!
Miguel, com 5 anos, escorregou na escada, tentou se equilibrar, mas não teve jeito e… ploft!
Depois da queda, levantou e ainda disse:
– Nossa, quase que foi por um triz!
– Não, filha, por quê?
– Porque seria melhor, né, para os tubarões não comerem os peixes.
Rodrigo, com 3 anos e meio, ouviu os tios conversando e começou a repetir dois palavrões: “Talaio” e “Biado”. Mesmo com a família ignorando, tentando mudar o foco, ele ficou por vários dias repetindo em diferentes situações:
– Talaio! Biado! Talaio! Biado!
Tempos depois, sua mãe teve uma ideia e resolveu recorrer a um livro de animais para chamar a atenção de Rodrigo. Folheando as páginas, ela explicou:
– Olha, filho, sabe aquela palavra que você gostou? Tá aqui, ó: ve-a-do, é esse bichinho aqui, viu?
E Rodrigo, bastante interessado, completou:
– Vi, legal, e cadê o Talaio?