Sinceridade familiar

Theo, com quatro anos e nove meses, brincando com o pai e apertando seu nariz:

– Ei, para com isso, você tá apertando meu nariz por que eu sou narigudo? – protesta o pai.
– Nãão, você não é narigudo, papai…

E o pai, por alguns segundos, sente que está fazendo sucesso, até que Theo completa:

– Narigudo você não é, papai, você é barrigudo…

E coversando com a mãe sobre o livro que ela acabara de receber da editora:

– Theo, você quer ver o livro da mamãe?
– Quero. (folheia). Foi você que escreveu e que desenhou?
– Não. Eu escrevi. Mas os desenhos, olha, foi uma amiga da mamãe que fez.
– Ah, bom. Porque você sabe escrever, mas não pinta muito bem, né?

theo_livro

crédito da imagem: arquivo pessoal

Casaco cardíaco

Miguel e Benjamim resolveram brincar de “o que é o que é” com a madrinha do Benjamim, Manoela.

Com 3 anos recém completos, Benja não conseguia muito participar do jogo, mas quis ficar assistindo. Já Miguel, com 5 anos, logo pegou o jeito de fazer adivinhas, mesmo depois do seu repertório ter acabado. 
Passado um tempo de brincadeira, olhando fixamente para o casaco da Manoela, o Miguel perguntou:


– O que é o que é, tá no corpo, mas abre de um jeito diferente?

E o Benjamim respondeu animado:
 

– Essa eu sei! É o colaxão!

Mamãe cocó

Juju, com três anos, observando galinhas:

– Mamãe, galinha tem bumbum?

– Sim. – responde sua mãe.

– Pra quê?

– Huumm… pra fazer cocô ?! (risos)

– Ahhhh, então, a mamãe galona deve segurar a mão da galinha quando ela vai fazer cocô, que nem você segura a minha, né?

galinhapintinhoimagem: meusdesenhosparacolorir.blogspot.com

Diversas do Theo 3

Theo, com 3 anos e 8 meses, cada vez mais ativo aqui no blog…

Sem misticismo

Depois de uma tempestade, entram raios de sol pela janela, que passam por um cristal pendurado e se decompõem em uma dezena de reflexos coloridos, dançando na parede.
Theo pergunta:
– Olha, o que é isso, pai?
E o pai, querendo estimular a imaginação, responde:
– Não sei, filho. Acho que são mosquinhas que vieram do espaço!
Alguns segundos depois de examinar a situação, o pequeno observa:
– Não, pai. Eu acho que é a luz do sol que passou pelo vidrinho e fez isso.

Advérbio de modo cuidadoso

– Mãe, a gente tem que guardar essas pecinhas comcuidadomente, tá?



Irmão mais velho

Conversando com a avó, sobre ser um irmão mais velho:
– Tetheo, você é o irmão mais velho, precisa proteger seu irmãozinho e não assustá-lo gritando. Você é o protetor.
– Tá maluca, vó, protetor é solar, a gente usa na praia!

Filosofia profunda

– Pai, quando o planeta vai acabar?
– Ah, o planeta não acaba assim, filho.
– Por que não acaba? Ele não começou? Se começou, tem que acabar!

Soneca bagunçada

Artur, com 4 anos e pouco, contando para sua mãe como foi o passeio que fez com o pai:

– E aí, eu tava no carro e o meus olhos estavam bagunceiros.

– Os olhos estavam bagunceiros?

– É. Assim, ó: [e pisca os olhos bem rápido]

Segurando o riso, sua mãe perguntou:

– E o que aconteceu depois?

– Eu fechei eles e dormi.