Deus e anjo da guarda

Alice é irmã da Rita e também tem ótimas histórias para compartilhar com a gente:

Quando tinha 5 anos, durante uma tarde chuvosa e com o carro quebrado, precisou pegar um táxi com sua mãe para voltar para casa. O trânsito estava praticamente parado e, no meio do percurso, Alice ficou com sede e reclamou insistentemente por água. 

Diante da dificuldade toda da situação, a mãe pediu para ela esperar, para ela entender, e deve ter usado argumentos bem tocantes, porque Alice não só parou de reclamar, como ainda completou:
 
 – Também… Não sei porque Deus foi me fazer assim com tanta sede!

………….


E quando não está com sede, Alice adora passear e não gosta nada de ficar parada em casa. Com dois anos e pouco, foi rezar junto com a avó e no final da prece, ouviu:

– Anjinho do céu, guarda mamãe, guarda papai, guarda Alice…

E interrompeu na hora, bem determinada:

– Alice não! Não guarda a Alice, não, porque ela quer passear!

Faltou o GPS

Theo, com 4 anos e 8 meses, resumindo a História do Brasil:

– Sabe, antes no Brasil só tinha os índios, aí vieram os porCugueses e pegaram a terra dos índios.

– É? – pergunta sua mãe, sem querer atrapalhar o raciocínio.

– É, mas, sabe, os porCugueses não sabiam onde era o Brasil, eles tavam tentando chegar na China e erraram o caminho… (e começa a rir sozinho)… ai, que perdidos!

Miguel, partos e reencarnações

Miguel, após conhecer sua prima que acabara de nascer e mostrando-se bem informado sobre a fisiologia reprodutiva feminina:
– A Jaci, com essas bochechas enormes…nossa…deve ter sido difícil passar pela xoxota da tia Nani pra nascer!
E recorrendo a “filosofia reencarnacionista” para argumentar com sua mãe:
– Mãe, sabe porque eu não posso dar para o Benjamim essa bicicleta que ficou pequena para mim? Porque quando eu morrer e nascer outra vez, eu vou ter 5 anos de novo, então, tenho que deixar ela guardadinha.

Últimas do Ian

Ian, com 2 ans e 3 meses, adora balançar e no sítio chega a ficar uns vinte minutos entretido com o vaivém. Em um dia desses, sua mãe perguntou:

– Tá cansado, filho?

E ele respondeu:

– Não, mãe, “tô velaxando”…

 

 

E antes disso, ele declarou animado:
– Mamãe, eu não “xô” neném!

– Não, meu amor, você cresceu, né?

– É! Eu “xô” filhinho!

 

 

Telemarketing

A Julia, agora com 7 anos, não recorta mais vestidos, mas adora atender o telefone de casa. Dia desses, sua mãe estava bem ocupada e, quando tocou o aparelho e a mocinha já correu para atender, ela pediu:

– Julia, se forem aquelas pessoas querendo vender alguma coisa, do banco, do cartão etc, fala que eu não estou, tá?

– Tá – respondeu Julia, já com a mão no aparelho.

Quando a ligação começou, a moça do outro lado perguntou:

– Por favor a Sra. Cristiane, aqui é do cartão fulano de tal…

Mas a Julia rapidamente já interrompeu:

– Olha, ela não está!

– Ah, não está? Então você pode chamar a sua mãe, por favor?

E a Julia, muito brava, saiu gritando:

– Manhêêêê, eu disse que você não tava, mas não adiantou nada!

Roxo

A Lúcia é prima do Hugo e, quando tinha uns dois anos, apaixonou-se por uma cor: a roxa.
Certa vez, ela chegou em casa enquanto a avó tricotava algumas roupas e pediu:

– Vó, compra um Palio Weekend roxo?

– Ih, Lúcia. Eu não tem dinheiro pra comprar um carro agora. – responde a avó ainda entretida no tricô. 

E, respirando fundo para se conformar, Lúcia então finaliza:

– Tá. Então cutchura uma blusa roxa pra mim.

Dentes permanentes

Theo C. já é um rapaz, mas quando tinha 5 anos e pouco, quis saber:

– Mãe, depois que cai o dente, aí nascem os dentes permissivos, né?

Sua irmã, Lia, logo mais fará 6 anos. Ela acabou de perder seu primeiro dentinho e curiosamente também observou:

– Mãe, agora vai nascer o meu dente persistente, né?