Suco gelado, cabelo arrepiado…

Festa infantil. Cerca de 8 crianças entre 4 e 6 anos brincam de pular corda com dois animados monitores.

– Qual música você quer? – pergunta o monitor.

– Do cabelo arrepiado! – responde uma menininha que deve ter uns 5 anos.

– Tá bom, vamos lá: “Suco, gelado, cabelo arrepiado, qual é a letra do seu namorado? A, B, C, D…” – e assim ele foi cantando e a menina pulando, até que ela erra o salto e a letra “sorteada” é…

– U!!!

– “U”? Ixi, não conheço nome de namorado com “U”! – brinca a monitora.

– Urubu!! – tira sarro um menino de uns 6 anos.

– Não!! –  fica brava a menininha da corda – É o Uuuu… Uiliam!!

Meu Vizinho!

Sarah, com 2 anos e meio, conversando com os avós na porta de casa:

-Sarah, olha ali o Seu Montoro – diz a avó apontando para o vizinho que se aproxima. 

– É meu! MEU MONTOLO! – briga Sarah.

– Não, Sarah, é “SEU”. Seu Montoro é ele.

– É MEEEEEEEU MONTOLO! – não se conforma a mocinha, que já pode bater um “papo pronominal” com o Theo e com a Marina.

(E daria para ficar discutindo horas de quem é o Montoro).

Origem das palavras

João, com 5 anos, conversando com seu pai:

Olha papai, ligar e ligar, é igual!

– Como assim, filho?

– Você fala que vai ligar pra casa e também fala que quer ligar a televisão. É igual mas quer dizer outra coisa. Por que é igual?


– Eita… Eu não sei, mas tem gente que estuda um tempão etimologia, que é pra saber de onde as palavras vêm.


– Ué, não tem que estudar, elas vêm da boca!

O cocô nosso de cada dia…

E, além de fazer descobertas super importantes no banho, o Hugo também usa bastante o banheiro para fazer as necessidades básicas, claro. Com 5 anos, ele gostava de ficar um tempão sentado no vaso e lendo gibis. Um dia, sua mãe estava com pressa e perguntou:

– Já acabou, Hugo?

E ele, bastante calmo, explicou:
– Não, mamãe. Cocô nunca acaba. Amanhã tem mais.

Pra que contar carneirinhos?

Theo, com 5 anos, conversando com o pai antes de dormir:

– Boa noite, filho.
– Pai, sabe o que tem dentro da minha cabeça agora?
– O quê?
– Tem uma linha retângula, que tem uns risquinhos e uns números. São duas linhas retângulas uma assim e uma assim (mostra com a mão uma linha vertical e uma horizontal), aí tem os números e eu fico contando, sabe?
– Seeei. Boa noite, filho.
– Boa noite.

Obs: o pai do Theo é programador e a mãe ficou bem preocupada com essa herança genética se manifestando 🙂

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Imagem: pixabay

(história enviada pelo Mauricio)

 

Vendo o mundo com poesia

A Olívia, com dois anos, queria entender o que é trabalhar. Durante a explicação, seus pais disseram que um dia, quando estiver grande, ela provavelmente vai querer trabalhar também.

Depois de pensar quietinha por um tempo, ela olhou para uma enorme torre de telefonia que fica perto da casa (e que até então seus pais achavam horrenda) e disse, com imensa alegria:

– Ah, eu vou trabalhar ali, na torre de botões!