Fases da Lua

Rita, com dois anos, já se interessava pelos fenômenos da natureza e demonstrou uma percepção que pode enriquecer o trabalho de muitos astrônomos.

Certa vez, passeando com seu pai à noite, ela prestou atenção na Lua, que estava naquela fase  em que vemos metade do disco, no período em que a parte iluminada está em crescimento, e disse:

– Olha, papai, a Lua Risente!

Saaai!!!


Henrique, com 1 ano e 7 meses, insistia em passar por todos os lugares onde havia pessoas com seu “Saaaai!” pouco social. Seus pais sempre incentivavam o uso de “Dá licença”, que às vezes tinha efeito, repetido como “Licence” pelo pequeno.
Um dia, Henrique estava tomando banho com sua mãe e resolveu dar voltas pelo box, falando:
– Saaaaai!!!

Ao ser lembrado do “dá licença”, logo mudou sua solicitação para:

– “Licence”, mamãe.

Depois de muitas brincadeiras, quando ambos já estavam enrugados de tanto tempo na água, sua mãe perguntou:
– Henrique, quer SAIR do banho?

E, muito rápido ele fez questão de “corrigir”:
– “LICENCE”, mamãe!


Mil folhas (de queijo)

-Theo, você quer uma pizza de abobrinha ou de quatro queijos? – pergunta o pai para o rapazinho com quatro anos e nove meses.

-Eu quero uma pizza de trinta queijos… não! De quarenta queijos! Aliás, de cinquenta queijos!

E enquanto o pai pensava sobre o que leva um mocinho desse tamanho a dizer “Aliás”, Theo continua:

-Não, de cem queijos!… (para e pensa) … Pai, qual é o último número de todos?

 queijo-546x210crédito da imagem: Africa Studio

Nova versão musical

Última versão do meu caçulinha (cantando super afinadinho por sinal) para a Música do Milton Nascimento:
“A Lua mamou, mamou

Taçou’ no céu um ‘tompasso’

A Lua mamou, mamou…”

 

Eu não me aguento e pergunto:
– Mas onde a Lua mamou, Ian?


E ele responde com cara de “óbvio”:

– No ‘mamá’ da mamãe dela, ué!

 

mamaimagem: Pinterest

Paternos

Theo, com 4 anos e 7 meses, durante o café da manhã:

– Sabe, tem gente que é tio e tem gente que é pai.
– É, tem gente que não tem filho, tem gente que tem sobrinho, mas também tem tio que depois de ser tio tem filho e vira pai também – complica sua mãe.
– Mas tem gente que nasceu pra ser tio e tem gente que nasceu pra ser pai. Eu nasci pra ser pai.
(e ponto final! :))

Luca, com 5 anos e 8 meses, viajando com a família:

– O que você quer ser quando crescer, Luca? Piloto? – pergunta sua avó.
– Eu quero ser pai – responde o outro paterninho.

A cara da mãe

Bebel, com dois anos e pouco, estava no colo de sua mãe, quando uma amiga da família disse:

– Nossa, Bebel, você está a cara da sua mãe!

Mas ela rapidamente corrigiu (apontando para o rosto da mãe):

– Não, não, a cara da minha mãe tá aqui!