Quem é essa Dona?

O pai da Patrícia trabalhava em outra cidade. Chegava às sextas e todo domingo ela ficava bem triste quando sua mãe saía para levá-lo à rodoviária.

Um dia ela se cansou e resolveu intervir! E disse, muito brava:

– Ah, não, mãe! Mas de novo você vai levar o papai para a Dona Viária???

O pensador

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, voltando para casa com sua mãe:

– Ô, mãe!

– Oi!

– Tem um pensamento na minha cabeça, que eu não quero mais que fique na minha cabeça!

– Que pensamento?

– Eu não quero te falar qual é o pensamento, eu só quero tirar o pensamento da minha cabeça!

– Ok, então pensa em outra coisa.

(silêncio)

– Ô, mãe!

– O que foi?

– Você falou pra eu pensar em outra coisa e agora tem dois pensamentos na minha cabeça!

pensamentos
(imagem: http://palavrasemilimagens.blogspot.com.br)

 

Aranha no escritório

Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:

– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.

– Vermelho! – responde Heitor.

– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.

– Eu também! – anima-se o pequeno.

heitor_aranhaimagem: arquivo pessoal/Maria Ivone

Casamento

Aula de História, 7º anos (ou seja, alunos de cerca de 12 anos). A professora explica:

– Na Idade Média o casamento entre nobres não tinha nada a ver com amor, tinha a ver com interesses políticos, as mulheres não tinham muita escolha, eram obrigadas a se casar com quem seus pais determinassem…

E, em quatro turmas diferentes a reação das meninas foi unânime:
– Mesmo se o cara fosse feio???!!!!

Palavrão

Théo, com 3 anos e pouco, dia desses surpreendeu sua mãe dizendo:
– BUNDA!
 Depois de uma leve repressão, ele se defendeu:
– Mamãe, mas BUNDA é um palavrão simples.

– Como assim, filho? Quem te falou essa história de “palavrão simples”- quis saber sua mãe.

– Eu, mamãe, porque tem outros palavrões que não são simples e são MUUUITO feios.

Com medo da resposta, ainda assim sua mãe perguntou:
– Quais por exemplo, Théo?
 
E ele prontamente repondeu:

CALABOCA. Calaboca é um palavrão não-simples!

Adereços femininos

Sabe aquele negócio de prender o cabelo que é mais elegante do que o elástico?

A Sophia, quando tinha uns 3 anos, quase arrumou uma briga na escola por causa deste adereço…

Sophia: – Me dá minha Pivelinha!

Amiga da Sophia: – Aaai, não é Pivelinha, é Prrivelinha!!

Sophia: – Não! É Piiiivelinha! Me dá!!!

Amiga da Sophia: – Tó! Mas não é Pivelinha, é Prrivelinha!!!

Finalmente o pai da Sophia chegou para salvar a pobre fivela que quase quebrou no meio da disputa…

Trocar a fralda

Melina tinha dois anos e resolveu brincar no quarto dos pais enquanto eles trocavam de roupas.

De repente, quando seu pai estava de cuecas procurando uma calça para vestir, ela começa a brincar de “túnel”, passando por debaixo de suas pernas.

– Cuidado aí, hein, filha! Não vai machucar o papai…

– Agaá! – responde Melina, empolgadíssima, engatinhando de um lado para outro.

Logo em seguida, ela resolve levantar-se bem no meio do “túnel”, erguendo-se pelas pernas do papai.

– Filha, não!

Mas já era tarde, ela já está com as mãozinhas bem direcionadas àquela região tão protegida pelos homens nos jogos de futebol.

Seu pai, “petrificado” procura em vão a ajuda da esposa, que a essa altura já enfiou o rosto no travesseiro para abafar o riso.

– Ãh… filha… é…

Melina, com uma carinha de quem acabara de descobrir algo muito importante, simplesmente pergunta:

– Tá com “totô”, papai???

Auto controle

Eric vivia se metendo em encrencas. Com 5 anos, já havia sido convidado a se retirar de duas escolas anteriores. A coordenadora pedagógica da escola atual estava tentando uma abordagem diferente, insistia em manter conversas periódicas com Eric, dando espaço para ele falar mais, lembrando sempre que era importante que ele percebesse melhor seus sentimentos, que se controlasse e extravasasse a raiva de outras formas que não fosse batendo nos colegas.
Em um certo dia, Eric entra na sala da coordenação com o rosto bem vermelho e tentando respirar fundo.
– O que foi Eric? – pergunta a coordenadora preocupada.
– É que eu tô se controlando, tô se controlando!