Mamíferos

João e Rafael estudam na mesma escola desde um ano de idade. Neste semestre eles estão aprendendo a ler e a escrever e João está muito animado com isso.

Um dia, durante uma aula na biblioteca, Rafael resolveu pegar um livro sobre os animais mamíferos.

– M-A-M-I-F-E-R-O-S – decifrou concentrado.

– Você sabe o que “é” mamíferos? – perguntou João.

– Não. Você sabe?

– Não, mas vou ler. 
Ele pegou o livro e abriu em uma página com a ilustração de uma baleia.

– M-A-M-I-F-E-R-O-S – e continuou falando como se estivesse lendo – Mamíferos “é” um peixe gordinho, que tem a boca grande e que tem pipi. Entendeu??

Idioma universal

A Bebel sempre foi conversadeira e, mesmo antes de aprender as palavras da Língua Portuguesa, já se comunicava com longos discursos no idioma dos bebês – o que seus pais batizaram de “bebeiês”.
 
Com dois aninhos e já craque no vocabulário brasileiro, ela viajou com os pais para Paris e se interessou bastante pelo idioma estrangeiro.

Tanto que já na primeira vez que vieram falar com ela em francês, ela respondeu sem inibição algo do tipo:

Badagu Loguiaxi blefxianhiem

E quando sua mãe perguntou o que eles estavam falando, a pequena respondeu com aquela carinha de “como assim? Você não percebeu???”:

Bebeiês, mamãe!

História objetiva

Henrique! Com 1 ano e meio, após passar o fim-de-semana com a avó materna, volta falante e olha para o céu:

Cópteo!

– Olha só filho, que legal! Onde está o helicóptero? – pergunta sua mãe.

– Céeeeu! – responde Henrique, animado.

– E o que ele está fazendo?

– Caiu!

– Caiu? E depois?

– Buuuum!

– E agora?

Abô!

E sai andando, bastante satisfeito com o fim da história.


Origem das palavras

João, com 5 anos, conversando com seu pai:

Olha papai, ligar e ligar, é igual!

– Como assim, filho?

– Você fala que vai ligar pra casa e também fala que quer ligar a televisão. É igual mas quer dizer outra coisa. Por que é igual?


– Eita… Eu não sei, mas tem gente que estuda um tempão etimologia, que é pra saber de onde as palavras vêm.


– Ué, não tem que estudar, elas vêm da boca!

Batizado

Sofia, de 2 anos e meio, e sua irmã, Isabella, de 6 meses, foram batizadas no mesmo dia. Na hora da cerimônia cristã, Sofia ficou bem atenta a tudo o que estava acontecendo. 
No momento em que o padre finalizou o primeiro batismo, jogando água na cabeça da sua irmãzinha, ela ficou bem quietinha e já se levantou esperando a sua vez. Foi para o colo dos pais, mas, quando chegou a hora de ir para a pia batismal, ela chamou o padre, colocou as mãozinhas em concha para cochichar, e logo avisou:
– Eu já lavei a cabeça!

Baby Dino

Pai e filho brincando de Tiranossauro, uma brincadeira cheia de mordidas e abraços…

– Filho, sabe que eu inventei essa brincadeira de dinossauro só para a gente ficar se abraçando? Eu adoro o seu abraço!


– Ah, papai. Se você queria abraço era só pedir, né?

 

(pausa reflexiva)

 

– Papai, você é mesmo um bebezão!

 

dinossauro(imagem: galeria.colorir.com)

Sangue e ossos

Theo, continuando suas explorações anatômicas:

– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.

– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.

(pausa reflexiva)

– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!

– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.

(nova pausa)

– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?

Tênis desamarrado

Hora do recreio. Bruna está amarrando o tênis de Gustavo, quando a professora chega e fala:
– Ai, ai, ai, dona Bruna. De novo amarrando o tênis do Gustavo?! Desde que vocês fizeram parzinho na festa junina que você faz tudo para ele… Desse jeito ele não vai aprender mais nada.
Gustavo olha para a professora com um largo sorriso no rosto e diz:
– É que ela me AMA!!!