Olívia indo pela primeira vez ao cabeleireiro:
– Mamãe, por quê eu preciso cortar o cabelo? Ele não tá doendo!
Olívia indo pela primeira vez ao cabeleireiro:
– Mamãe, por quê eu preciso cortar o cabelo? Ele não tá doendo!
Tanto que já na primeira vez que vieram falar com ela em francês, ela respondeu sem inibição algo do tipo:
– Badagu Loguiaxi blefxianhiem…
E quando sua mãe perguntou o que eles estavam falando, a pequena respondeu com aquela carinha de “como assim? Você não percebeu???”:
– Bebeiês, mamãe!
A Lúcia (que já está pra fazer vestibular!) tinha 3 pra 4 anos e estava assistindo, muito séria, o Jornal Nacional. A notícia do dia era a privatização da Telebrás. De repente, ela saiu correndo e gritando:
– Mãe! Mãe!
– O que foi minha filha?
– O Fernando Henrique vendeu o nosso telefone!
E, além de fazer descobertas super importantes no banho, o Hugo também usa bastante o banheiro para fazer as necessidades básicas, claro. Com 5 anos, ele gostava de ficar um tempão sentado no vaso e lendo gibis. Um dia, sua mãe estava com pressa e perguntou:
– Já acabou, Hugo?
E ele, bastante calmo, explicou:
– Não, mamãe. Cocô nunca acaba. Amanhã tem mais.
Benjamim, com quatro anos e pouco, em um momento de espanto:
– Vixi Maria…cheia de graça!
E cantando animado:
– Como pode o peixe vivo viver fora da BACIA!
Miguel, 8 anos, conversando com o pai:
– Pai, o mundo vai acabar um dia?
– Sei lá, mas acabar como, filho?
– Morrer, se destruir em vários pedaços…
– Mas aí nós iríamos morrer?
– Não pai, iríamos ficar flutuando no espaço até encontrar outro planeta para viver…
– Entendi. E qual planeta você queria viver?
– Não sei, mas Marte não dá pois é muito perto do Sol…. Hum, acho que iria querer viver em Saturno para poder patinar nos anéis!
Miguel, com quase seis anos, está com um gosto bem refinado para a música. Dia desses, pediu:
– Vivaldi não mãe, quero ouvir Mozart!
“Que filho culto”, pensou sua mãe, trocando de CD. E, em seguida, ele emendou:
– Depois bota um do Lasar Segal!
Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:
– Vou fazer um “o dilha”.
“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.
Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂