Mais anatomia humana

Assim como a Mariana, que descobriu que o papai tem pipi e ela tem umbigo, o Joaquim, quando tinha 2 anos e meio, também fez uma descoberta fantástica:
– Eu tenho peru! – constatou animado.
– Sim, Joaquim, você tem peru. – confirmou sua mãe.
– O vovô Xalá tem peru! O vovô Zé tem peru!
– E a vovó Lygia? – perguntaram para complicar.
Após uma longa pausa para pensar, surge então a resposta:
– Ah, a vovó Lygia tem peruca!!!
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E a Iara, de 1 ano e 11 meses, também vai entrar para o grupo de estudos de anatomia humana:

– As meninas tem xoxotaaaaaa!

– E os meninos? – quis saber sua mãe.

– Xuxutuuuuu!!!

Roxo

A Lúcia é prima do Hugo e, quando tinha uns dois anos, apaixonou-se por uma cor: a roxa.
Certa vez, ela chegou em casa enquanto a avó tricotava algumas roupas e pediu:

– Vó, compra um Palio Weekend roxo?

– Ih, Lúcia. Eu não tem dinheiro pra comprar um carro agora. – responde a avó ainda entretida no tricô. 

E, respirando fundo para se conformar, Lúcia então finaliza:

– Tá. Então cutchura uma blusa roxa pra mim.

Um carinho diferente

Almoço de família, com amigos convidados, e a Sofia, de 2 anos, não estava com paciência, principalmente com a prima, também de 2 anos, como o centro das atenções.

Papo vai, papo vem e de repente a prima leva o maior tapão!

– Filha, você bateu na sua prima??? – pergunta a mãe, tentando entender a situação.

E com muita calma e cara de santinha, a Sofia responde:

– Nããão, mamãe, eu não bati, eu fiz um carinho rápido…

Skype de cristal

Conversa por Skype no intervalo de um  jogo da Copa do Mundo:

– Tia, que horas são aí? – pergunta Valentina aqui do Brasil.

– Oito da manhã. E já é quarta feira – responde Maria, lá da Nova Zelândia.

– Nossa, 8 da manhã?!

– É, Valen, aqui eu já estou no futuro…

– Tia, e o Brasil ganhou o jogo aí??

copadomundoimagem: wikipedia.org

 

Viagem astral

– Mãe, eu quero pisar na lua. – afirma Caio, com 4 anos e pouco, no carro com sua mãe.

– Ah, então você vai ter que virar astronauta. – explica a mãe.

– Quando eu tinha 2 anos, eu tinha um traje de astronauta. Eu era astronauta de verdade, andava de foguete…

– É mesmo? E pra onde você foi?

– Ah, eu fui para o espaço, pra Saturno…

– Nossa, pra Saturno? Que legal!

– É, só que lá era muito gelado… tive que levar muita roupa de frio. Tinha até pinguim! E urso polar. Aí eu fiquei com medo do urso polar, que queria me comer…

– Puxa, e o que aconteceu?

– Ah, eu corri muito e ele não me alcançou. Aí eu encontrei uma foca e entrei com ela na água.

– A água devia estar muito gelada, né?

– Não, porque a foca estava quentinha e eu mergulhei agarradinho nela… Aí eu entrei no foguete de novo e voltei pra este planeta onde estava antes. E encontrei você, o papai…

– Ah, entendi…

– Sabia que o piloto tinha o mesmo nome de mim? E ele cuidava de mim enquanto a gente estava no espaço!

Tênis poderoso

Luca, com 5 anos e 4 meses, quando ganha um tênis novo, gosta de perguntar:
– Qual o poder desse tênis? Correr muito rápido? Saltar muito alto?
Dia desses, ele ganhou um novo calçado de seu pai e, portanto, quis saber:
– Qual o poder deste tênis?

– De andar longas distâncias sem se cansar! – respondeu o pai orgulhoso.

Mas Luca precisou completar:

– Acho que ele tem também o poder de ser um pouco feio.