Futebol geográfico

O Pedro, com 3 anos e meio, estava em Florianópolis conversando com o Jairo, amigo da sua mãe, e resolveu contar algo que estava acontecendo na sua casa. Para entender melhor, o Jairo pergunta:

– Lá em São Paulo, Pedro?

De repente, ele fica muito bravo e responde:

– Nããão, Xão Paulo, não!

– Ué, mas como é o nome da sua cidade, então? – quis saber Jairo.

Nessa hora a cara feia desaparece, ele abre um sorrisão e diz:

Corinthiaaassss

Alta estima (ou “ninguém tem um filho mais leonino do que eu”)

Família brincando no tatame do quarto; um abraça o outro, todos abraçam todos. Theo, com 4 anos e 8 meses em um dia bem humorado, distribuiu muitos beijinhos e abraços entre o pai, a mãe e o irmãozinho. Até que se empolgou e, entre um carinho e outro, declarou animado:

– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro você!
– Adoro eu mesmo!
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Ilustração especialmente feita para o Blog!
Por Ana Saula

A fantasia da Martina

A Martina, de 2 anos, ganhou uma fantasia de uma amiga e, assim que chegou em casa, vestiu e saiu pulando, rodando e cantando pela sala.

Sua mãe, ao ver tanta animação, pergunta:

– Nossa filha, o que será que tem nessa roupa para você ficar assim?

E ela, pulando e rodando mais ainda, responde:

– Ai, mamãe, é que meus sapatos são titantes e esse vestido, você não acredita, é rodante!!!!

Celular

Ana adora brincar de falar no celular com a sua terapeuta.

No primeiro dia em que propôs a brincadeira, ela demonstrou estar muito bem entrosada com as novas formas de comunicação.

– Então, Ana, o que você quer fazer hoje? Vamos continuar montando o quebra-cabeça?

– Não, vamos brincar de casinha? A gente é amiga e tem celular. Aí você me liga.

– Tá bom, então vou te ligar, atende aí: “Trrrriiim, trrrriiim”!

– Que é isso?

– Ué, o telefone tocando…

– Mas o telefone não toca assim.

– Ah, é mesmo, eu me esqueci… é que na época em que eu brincava de falar no telefone eles tocavam assim (risos). Agora vou fazer direito, vamos la! “Tãnãnãnãnã, tãnãnãnãnã”!

– Ah não, o meu celular não toca assim, não.

– Mas você nem tem celular. E o meu toca assim, oras… Bom, ok, me liga você, que eu atendo, então.

– Tá! Atende aí (começa a cantar, animadíssima): “I’m a barbie girl, in a barbie wooorld!”