Trocar a fralda

Melina tinha dois anos e resolveu brincar no quarto dos pais enquanto eles trocavam de roupas.

De repente, quando seu pai estava de cuecas procurando uma calça para vestir, ela começa a brincar de “túnel”, passando por debaixo de suas pernas.

– Cuidado aí, hein, filha! Não vai machucar o papai…

– Agaá! – responde Melina, empolgadíssima, engatinhando de um lado para outro.

Logo em seguida, ela resolve levantar-se bem no meio do “túnel”, erguendo-se pelas pernas do papai.

– Filha, não!

Mas já era tarde, ela já está com as mãozinhas bem direcionadas àquela região tão protegida pelos homens nos jogos de futebol.

Seu pai, “petrificado” procura em vão a ajuda da esposa, que a essa altura já enfiou o rosto no travesseiro para abafar o riso.

– Ãh… filha… é…

Melina, com uma carinha de quem acabara de descobrir algo muito importante, simplesmente pergunta:

– Tá com “totô”, papai???

Diversas do Theo 2

Entre seus 2 anos e meio e 3 anos, Theo continua contribuindo com o blog…

Diálogo de fim de domingo
Theo: O papai é “gandi”.
Eu: E o Theo?
Theo: O Tetéo é “pitinininho”.
Eu: E a mamãe?
Theo: A mamãe é “divagarzinha”.

Contagem
Theo: dezessete, dezeoito, dezenove, dezedéizzzz!
Na hora de dormir
Diálogo entre pai e filho, passada a hora de dormir:
– Filho, a mãe disse que você precisa aprender a dormir sozinho.

(ele pensa)
– Não, pai. Eu não peciso apendê a domi sozinho, não. Eu sou quiança. Quando eu ficá adulto, aí eu apendo.
– E o que mais você vai fazer quando ficar adulto, filho?
– Quando eu ficá adulto, eu vou tomá tota-tola, toma cevêza… Aí eu dumo sozinho, tá bom?
Na hora de acordar
6:20h da manhã:
– Papai, tô com fome di tainho… (tradução: de carinho)

Depois de aprontar

Voltando para casa, depois de fazer birra:
– Mamãe, você me “tiama”?

(E tem como não amar esse figurinha?)

 Em um dia “insuportááável”, passando de todos os limites. A mãe, grávida de 6 meses, “explode” e segue a conversa:
– Chega, Theo!
– Não!
– Chega!! Minha paciência acabou!
– Não “acabô”, não. Sua paciência tá “dentlo” da sua barriga com o Ian!!
(Sutil, hã? Freud explica?!)
Querendo colo
Theo adora ser carregado no colo, ou montar no pescoço do pai. E, com 3 anos, já está ficando pesadinho. Diálogo sobre isso, subindo a Rua Germaine Burchard:
– Filho, anda um pouquinho. Tá pesado, o pai não aguenta mais te carregar.
– Não, pai. (pensa um pouco) Você é velhinho, mas ainda “aguenta eu”…

Aranha no escritório

Heitor, com dois anos e oito meses, colocou sua fantasia e entrou correndo no escritório:

– Oi Homem-aranha! Como você está? – pergunta o pai, dando uma pausa no trabalho.

– Vermelho! – responde Heitor.

– Ah… que tal você dizer: eu estou pronto para amarrar os bandidos com minha super teia! – sugere o pai.

– Eu também! – anima-se o pequeno.

heitor_aranhaimagem: arquivo pessoal/Maria Ivone

Diversas do Theo 5

Pocoyo!
(essa eu tinha esquecido de publicar na época)

Theo com amiguinha brincando em fevereiro:

Lina: Maíra, a gente pode um desenho na tivilisão?
Theo: Deixa, mãe, desenho do Pocoyo!

Eu: Só um pouquinho?
Theo: Só um pouquinho! Eba! Esse desenho é muito sensívu, Lina!


Calendário

Em um final de semana de maio, Theo na sala e eu no quarto:

– Ô mããããe!
– Oi filho.
– Hoje é semana passada?
– Como assim?
(vai até o quarto)
– Hoje, hoje é semana passada?
– Não, Theo. Hoje é hoje. Semana passada foi a semana que passou.
– Mas o que é o hoje?
– Ãh?
– O que é o hoje?
– Hoje é o que tá acontecendo agora, hoje.
– Mas o que é hoje?
– Já falei.. é…
(me interrompendo) – O que é hoje?
E, em tempo, lembro de uma resposta eficiente:
– Hoje é sábado.
– Ah, tá bom!
E volta para a sala satisfeito.

Temperos especiais

Em uma tarde de domingo, brincando de “comidas gigantes”:

– Eu sou o ovo, o papai é a frigideira e a mamãe é o sal.
– OK – respondem os pais.
– Eu vou ficr aqui na frigideira (escalando o pai). Vem, sal, coloca aqui a sua temperência pra comida ficar gostosa!


Cabeças

Ainda com sua cabeça quente em uma noite de Maio:


– Tá muito calor, mãe, minha cabeça tá toda assoada.

E no dia seguinte, com o irmão mais novo:

– Por que o Ian tá com a testa molhada?
– É porque ele mamou e ficou com a cabeça “assoada” que nem você ontem, né?
– Não, acho que não tá assoada, não, acho que isso aí é uma cicatriz de banho.

Construção conjugada

Brincando com uma bancada de madeira, como uma marcenaria de brinquedos:

– Olha, eu vou fazer uma construição!
– Legal, filho.
– Faz você também.
– Ok, vou fazer minha construção.
(passa um tempo)
– Você já construçou? Eu também. Pronto, tá tudo construçado!

Embaralho estomacal

Brincando de massinha e de médico, com um boneco que tem moldes de órgãos do corpo humano:

– Eu já fiz o coração, agora esse aqui é o estôGamo, tá?

Médicos não fazem dodói

Luca, prestes a completar cinco anos, caiu e cortou o queixo. Ao chegar no pronto socorro não teve jeito: 15 pontos para reparar o estrago…

Entre um berro e outro, enquanto seu pai e o enfermeiro o seguravam para que o médico aplicasse a anestesia, ele esbravejou, muito indignado:

– Mas que tipo de médico você é?

Passado todo o procedimento, o médico explicou que ele precisaria fazer um exame que eram apenas “fotos pra ver dentro” e Luca logo replicou:

– Raio x?

Cabelo

A Cris, tia da Lucia, passava por uma daquelas fases em que sentia que precisava mudar tudo e começou, claro, pelo corte de cabelo. Radical, transformou os longos cabelos de bailarina em um corte “joãozinho”. 
Alguns dias depois, viajou para a casa da irmã e, como chegou de madrugada, para não acordar os sobrinhos, passou o restinho da noite no sofá da sala. 
Quando amanheceu, a Lúcia, com uns 3 anos, acordou e correu para a sala, já anunciando:
– A tia “Quis” chegou! A tia “Quis” chegou!
Tia Cris, então, abriu os olhos e viu que a sobrinha estava passando as mãozinhas no seu cabelo, com uma cara de “solidariedade total”. E antes de conseguir falar bom dia, ela escuta:
– Tia, fecha o olho e dorme que o cabelo cresce de novo…

Batizado

Sofia, de 2 anos e meio, e sua irmã, Isabella, de 6 meses, foram batizadas no mesmo dia. Na hora da cerimônia cristã, Sofia ficou bem atenta a tudo o que estava acontecendo. 
No momento em que o padre finalizou o primeiro batismo, jogando água na cabeça da sua irmãzinha, ela ficou bem quietinha e já se levantou esperando a sua vez. Foi para o colo dos pais, mas, quando chegou a hora de ir para a pia batismal, ela chamou o padre, colocou as mãozinhas em concha para cochichar, e logo avisou:
– Eu já lavei a cabeça!