No café da manhã, ele pergunta:
– Mamãe, a irmãzinha quer o meu pãozinho?
– Mamãe, a irmãzinha quer o meu pãozinho?
Felipe tem 10 anos e é um garoto super esperto, que mora com a mãe, Giuliana, e com a avó, D. Vilma. Um dia, Giuliana, estava com uma dorzinha de cabeça e pediu para a mãe olhar o que parecia ser um inchaço.
Após um exame rápido, D. Vilma diz:
– Você precisa ir ao médico olhar isto.
– Sim, mas em qual médico eu vou? – pergunta Giuliana.
E antes de deixar a avó responder, Felipe interfere:
– Ao Cerebrologista, ué!?
Gael, com dois anos, reparando nas diferentes fases da Lua:
– Óóóóla, mamãin, a lua! Tá quebada!
Última versão do meu caçulinha (cantando super afinadinho por sinal) para a Música do Milton Nascimento:
“A Lua mamou, mamou
Taçou’ no céu um ‘tompasso’
A Lua mamou, mamou…”
Eu não me aguento e pergunto:
– Mas onde a Lua mamou, Ian?
E ele responde com cara de “óbvio”:
– No ‘mamá’ da mamãe dela, ué!
Theo, 4 anos e 4 meses, conversando com sua mãe:
– Theo, você lembra que a vovó pediu pra você ir lá ajudar a arrumar a casa?
– Lembro, eu nunca esqueço, sabe por quê?
– Por quê?
– Porque ficam passando uns sonhinhos na minha cabeça. Eu sonho até o que a gente vai fazer amanhã.
Theo, com 6 anos e 4 meses, filosofando logo de manhã…
– Mãe, vou te falar uma coisa: o mundo não tem fim, a gente sim!
– Que legal, filho. Onde você ouviu essa frase?
– O que é frase?
– Isso que você falou, onde você ouviu?
– Ah, não, eu não ouvi em nenhum lugar, eu formei na minha cabeça agora.
imagem: Pixabay
– Não, o que é? – perguntou sua mãe.
– É pacenta! Eu tô deseando uma pacenta!
– Hã, uma PLACENTA?
– É, era casa do imão. Uma pacenta, uma pacentona!