História objetiva
Henrique! Com 1 ano e meio, após passar o fim-de-semana com a avó materna, volta falante e olha para o céu:
– Cópteo!
– Olha só filho, que legal! Onde está o helicóptero? – pergunta sua mãe.
– Céeeeu! – responde Henrique, animado.
– E o que ele está fazendo?
– Caiu!
– Caiu? E depois?
– Buuuum!
– E agora?
– Abô!
E sai andando, bastante satisfeito com o fim da história.
Exceção!
Logo tudo se resolveu, pois a mãe de Bráulio, que realmente tinha precisado sair, voltou logo.
Quando soube da história, Lenina, uma das irmãs mais velhas de Amanda perguntou:
– Mas você sabe o que significa “exceto”, Amanda?
Gêneros animais
Limão com defeito
Carla, com 3 anos e pouco, sempre foi muito comportadinha, bem educada e também atenta a novas palavras e atitudes.
Certo dia, em um jantar com muitos membros da família, ela viu seu pai espremer um limão na salada e tentou fazer o mesmo. Mas o limão que Carla pegou estava seco e, então, ela pediu:
– Mamãe, pecisa de oto limão.
– Por que filha?
– Poque esse aqui fudeu.
Metrô delícia!
Cora, com dois anos, estava tomando café da manhã e observando atenta uma conversa, quando sua mãe comentou:
– Daí, Fulana, é só descer na estação Brigadeiro e…
E a pequena arregalou os olhos, fez carinha de marota e logo acrescentou:
– Bigadeio! Eu tumi, mãe!
Por favor!!!
Descrevendo
Sarah, com seis anos, conversando com sua irmã mais velha, Anna…
– Sarah, eu gosto do jeito que você descreve as coisas. – diz Anna.
– Mas eu não sei escrever! – estranha a pequena.
– Eu não disse escrever, disse descrever.
– É a mesma coisa!
– Claro que não! Sabe o que é descrever?
– Sei! Des-crever é igual a apagar!
Soneca bagunçada
Artur, com 4 anos e pouco, contando para sua mãe como foi o passeio que fez com o pai:
– E aí, eu tava no carro e o meus olhos estavam bagunceiros.
– Os olhos estavam bagunceiros?
– É. Assim, ó: [e pisca os olhos bem rápido]
Segurando o riso, sua mãe perguntou:
– E o que aconteceu depois?
– Eu fechei eles e dormi.
Sangue e ossos
Theo, continuando suas explorações anatômicas:
– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.
– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.
(pausa reflexiva)
– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!
– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.
(nova pausa)
– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?
