Heitor, com dois anos e meio, passeando com sua mãe em uma praia da Nova Zelândia:
– Heitor, cuidado, não pule em pedras que não conhece. Aqui está sempre molhado e você sabe o que pode acontecer em pedras molhadas?
– Sei.
– O quê?
– Elas secam!
O caso do roubo da banana
Maria Rosa, com dois anos, se preparava para comer sua banana durante o lanche da escola, quando foi surpreendida por duas amiguinhas da mesma idade, que rapidamente pegaram a fruta do seu prato.
Muito brava, a pequena disse:
– Não pode!
E, mais brava ainda, completou:
– Perigosas!
Mais Lua
Theo, 3 anos e 10 meses, tagarelando sobre planetas e satélites e olhando a Lua Cheia com a mamãe:
– Olha um planeta!
– Parece planeta, né? Mas é a Lua, filho.
– Mas ela tá assim redonda, que nem um planeta, é um planeta! A Lua é assim com um risquinho (desenha uma Lua Crescente com a mãozinha).
– A Lua tem várias fases, Theo: essa do risquinho é a Lua Crescente, essa redonda é a Cheia…
– Ah, sei, e também a Lua Linguante, né?
Das perguntas difíceis da atualidade
Política submarina
– Mãe, tem presidente no fundo do mar?
– Não, filha, por quê?
– Porque seria melhor, né, para os tubarões não comerem os peixes.
Benjamim doce passarinho
Benjamim é irmão mais novo do Miguel e recentemente começou a nos presentear com suas reflexões também:
No carro com a família, ouvindo uma música da cantora Tiê, que fala do nome dela.
Sua mãe pergunta:
– Você queria ter nome de passarinho, filho?
E ele, inspirado, responde:
Quando as coisas funcionam ou não…
– Meu pai consertou a descarga e agora tá consionando!!!
—-
E o Pedro, com 3 anos, ficou intrigado quando o controle remoto não mudava os canais e reclamou com o pai:
– Dóga, esse contole não fununcia!
—-
(O Victor e o Pedro, precisam conversar com o Lúcio sobre essas coisas que não sanfoniam, né?)
Cedilha
Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:
– Vou fazer um “o dilha”.
“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.
Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂
O túnel
Lina, com quase 3 anos, entrando no túnel em uma viagem de carro:
– Papai, cadê o lá fora?
E, já experiente, narrando suas percepções:
– Tá escurooooo…. agora tá esclaroooooo!


