Miguel, partos e reencarnações
Cedilha
Esses dias, o Caio (3 anos e meio) estava brincando com as letras do alfabeto e falou para sua mãe:
– Vou fazer um “o dilha”.
“O dilha? O que será isso?”, pensou sua mãe.
Então, observando os rabiscos do pequeno, entendeu que era a letra “Q”. Caio associou: se o cê-cedilha é um “C” com um risquinho embaixo e o “Q” é um “O” com um risquinho embaixo, logo, ele se chama “o dilha” 🙂
Lição com dramalhão
Beatriz, com 6 anos, tinha bastante lição de casa para fazer.
– Beatriz, vai fazer a lição. – pede sua mãe.
– Já vou, mamãe, estou com fome. – explica Bia.
Meia hora e uma bisnaguinha com nutella, mais tarde…
– Beatriz, vai fazer a lição! – pede, com mais ênfase, sua mãe.
– Já vou mamãe, estou com sono.
Mais uma hora e muitos desenhos depois…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Já vou mamãe, estou com dor de barriga. – responde Beatriz, já com um início de dramatização.
Mais meia hora…
– Beatriz, vai fazer a lição!
– Não consigo, mamãe… – e a dramatização fica mais elaborada…
– Beatriz, pára de se fazer de coitada e vai fazer a lição!
– Eu não tô me fingindo de coitada. Eu sou coitada!!! – finaliza a mocinha, que, depois de exercitar bastante sua veia artística, conclui a lição rapidamente, às 17h30.
Gentilezas da Anita
E, muito educada, criando uma nova palavra que resume aquela troca de gentilezas toda:
No ritmo
A mãe de Eric, de 6 anos, ganhou uma máquina de lavar dessas bem antigonas, mas que ainda funcionava bem.
Logo que a máquina chegou, ela aproveitou para centrifugar umas roupas e foi arrumar outras coisas na casa. Quando voltou para a lavanderia, encontrou Eric parado e boquiaberto diante do eletrodoméstico.
– O que foi, filho, nunca viu uma máquina de lavar roupa? – perguntou a mãe.
E Eric respondeu, ainda impressionado:
– Que lava e dança, não!
Vacas estrangeiras
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?
Sem carnaval
– Não quero pular carnaval, tô engripado! – declara Hari, com 3 anos e 9 meses em um dia de pouca folia.
Inspirações do Miguel
No mês passado, percebeu uma bonita relação na fauna que nos rodeia e lançou a ideia:
Super herói em desenvolvimento
– Mas eu sou um super herói! – responde Bruno, meio indignado.
– É nada… super herói tem super poderes e…
– Eu tenho super poderes!!! – interrompe, mais indignado ainda.
– Você nem consegue voar! Como você é um super herói e não consegue voar??
Após uma breve pausa, Bruno, acha sua resposta e explica, com calma: