Diversas da Mariana

Mariana vive na França com seus pais e com o irmão Pedro. Bastante esperta e observadora, ela compartilha ótimas contribuições filosóficas no auge dos seus dois e três anos…


Em um momento psicanalítico:

– Pedro, a mamãe é sua e o papai é meu.
(E pensar que Freud teve que estudar tanto pra descobrir isso…)


Constatando a  anatomia humana:

– O Papai tem pipi.
– É, o papai tem pipi.
– O Pedro tem pipi.
– É, o Pedro tem pipi.
– A Mariana tem umbigo!


Constatando a limitação de um eletrodoméstico,
apontando para o freezer lotado:

– Não tem cabimento. Acabou o cabimento. Acabou!


Exercitando a língua:

Mariana:
– Caralho, Papai.
André:
– Filha, você tá falando palavrão?
Mariana:
– Não, inglês.


Cura fraternal

Bebel, com 5 anos e pouco, ficou gripada e sua mãe pediu pra que não fique muito perto da irmã bebê.
 
– Se você ficar respirando muito perto, vai passar a doença pra ela. – explica sua mãe.

– Mas mamãe, se eu passar a doença pra ela, aí eu não vou mais estar doente! – anima-se Bebel.

Sangue e ossos

Theo, continuando suas explorações anatômicas:

– Vamos brincar, pai? – convida o mocinho.

– Theo, o papai não pode brincar agora, porque ele tá com o dente sangrando. – explica sua mãe.

(pausa reflexiva)

– Ô mãe, o dente é feito de osso, osso não sangra!

– Tem razão, mas o dente fica na gengiva e a gengiva dele tá sangrando, porque o dentista mexeu lá e saiu sangue.

(nova pausa)

– E onde fica a gengívia? (coloca a mão) Aqui embaixo dos lábio?

O assassinato da formiga

A mãe de Valentina, de 3 anos e 4 meses, andava distraída e pisou em uma formiga.

– Mamãe, você pensou que a formiguinha não vai mais respirar? Que ela morreu?? Que ela não vai mais comer comidinha??? – pergunta a pequena.

A mãe, já emocionada, tenta responder e acalmá-la, mas Valentina continua impassível:

– E que ela tem uma filhinha que não tem mais mamãe!! Você sabia?!!

formigas

 

(história enviada por Jane / imagem: pixabay)

Um carinho diferente

Almoço de família, com amigos convidados, e a Sofia, de 2 anos, não estava com paciência, principalmente com a prima, também de 2 anos, como o centro das atenções.

Papo vai, papo vem e de repente a prima leva o maior tapão!

– Filha, você bateu na sua prima??? – pergunta a mãe, tentando entender a situação.

E com muita calma e cara de santinha, a Sofia responde:

– Nããão, mamãe, eu não bati, eu fiz um carinho rápido…

Metrô delícia!

Cora, com dois anos, estava tomando café da manhã e observando atenta uma conversa, quando sua mãe comentou:

– Daí, Fulana, é só descer na estação Brigadeiro e…

E a pequena arregalou os olhos, fez carinha de marota e logo acrescentou:

Bigadeio! Eu tumi, mãe!