Festa infantil. Cerca de 8 crianças entre 4 e 6 anos brincam de pular corda com dois animados monitores.
– Qual música você quer? – pergunta o monitor.
– Do cabelo arrepiado! – responde uma menininha que deve ter uns 5 anos.
– Tá bom, vamos lá: “Suco, gelado, cabelo arrepiado, qual é a letra do seu namorado? A, B, C, D…” – e assim ele foi cantando e a menina pulando, até que ela erra o salto e a letra “sorteada” é…
– U!!!
– “U”? Ixi, não conheço nome de namorado com “U”! – brinca a monitora.
– Urubu!! – tira sarro um menino de uns 6 anos.
– Não!! – fica brava a menininha da corda – É o Uuuu… Uiliam!!
Abdias!
Dia desses, Ana e Pedro foram assistir um espetáculo da Banda Mirim no SESC Pompéia. Durante a apresentação, apareceu um personagem que se chamava Abdias e que sempre dizia a mesma frase, quando alguém o chamava pelo nome:
– Abdias, com “B mudo”!!
Depois de algumas repetições, uma garotinha sentada atrás da Ana quis ajudar e falou bem alto, após ouvir o nome do personagem:
– ABDIAS COM BERMUDO!!
Amor e pronomes
Menino valente
O que é importante
Na escola de Felipe, em todo início de ano, são feitas algumas listas com as crianças, registrando “o que vamos aprender”, ou simplesmente as “regras gerais” combinadas previamente com os alunos, desde os três anos de idade.
Foi em um momento de retomada de uma dessas listas que a professora de Felipe falou:
– Então pessoal, vamos lembrar os nossos combinados?
“1) Levantar a mão para falar”.
“2) Ouvir o que o amigo diz, em silêncio” – Isso é muito importante, não é pessoal?
– SIM! – respondem todos animados.
– Bom, vamos continuar:
“3) Lavar as mãos antes de tomar o lanche”. Isso também é importante?
– SIM – novamente em uníssono…
– 4). Ah, essa também é muito importante. “Não bater no amigo”.
Neste momento, Felipe levanta a mão, demonstrando muita ansiedade para falar.
– O que foi Felipe, você quer falar alguma coisa?
– Professora, sabe o que é muito importante nessa vida?
– O quê?
– O que é mais importante, é não levar chineladas!
Tiro ao álvaro no museu
Cauã, com 5 anos e meio, foi ao museu e observou muitas coisas.
– O que você viu no museu? – pergunta sua madrasta.
– Desenhos de gente morta. – responde Cauã.
– Que tipo de desenho?
– Tinha um que… “♪ ♫ de tanto levar, flechada do seu olhar ♪ “… FLECHADA! Ele morreu com 5 flechadas!
(E viva São Sebastião, retratado com flexas no peito)
.Inspirações do Miguel
E o Miguel continua inspirado em suas reflexões sobre a vida, Deus e outras “cositas más”…
Dia desses ele acordou e, antes mesmo de escovar os dentes, explicou para seus pais:
“Não se preocupem com o serêm, tudo será, tudo vem”.
No mês passado, percebeu uma bonita relação na fauna que nos rodeia e lançou a ideia:
“Na terra vivem os tatus, na vida vivem as borboletas, os passarinhos e as águias”.
E, certa noite, ficou pensativo e fez um convite para sua mãe:
– Mãe, um dia, quando tiver de noite, a gente pode ir lá fora ver se Deus manda gases pra gente?
-Manda gases? – quis entender a mãe.
– É, lembra um dia que a gente foi no sitio da Sissi e Deus mandou gases pra gente que explodiam no céu assim: pow, pow, pow! E era colorido!
Privatização
A Lúcia (que já está pra fazer vestibular!) tinha 3 pra 4 anos e estava assistindo, muito séria, o Jornal Nacional. A notícia do dia era a privatização da Telebrás. De repente, ela saiu correndo e gritando:
– Mãe! Mãe!
– O que foi minha filha?
– O Fernando Henrique vendeu o nosso telefone!
Música visual
Theo, ainda com 4 anos e meio, ouvindo música clássica com seus pais:
– Sabe, essa música é uma música labirinto!
– Por quê? – quis saber sua mãe.
– Porque ela é assim ó (e faz um gesto com as mãozinhas). Ela vai por vários caminhos.
Perguntas da Sarah
Sarah, com 2 anos e 3 meses, já entrou pra a turma dos “porquês”.
Dia desses, ela acordou no meio da noite pois precisava de uma resposta:
– Mamãe, pu que Papai Oel ta a chiminé? Pu que não a póita da fente?
(Pausa dramática).
(Pausa dramática).
E, durante o dia, ela delicadamente quis saber:
– Mamãe, pu que sua bunda é gandi?

