Cauã, com 5 anos e meio, foi ao museu e observou muitas coisas.
– Desenhos de gente morta. – responde Cauã.
– Que tipo de desenho?
(E viva São Sebastião, retratado com flexas no peito)
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Cauã, com 5 anos e meio, foi ao museu e observou muitas coisas.
(E viva São Sebastião, retratado com flexas no peito)
.Quando a bisavó do Miguel morreu, ele tinha 3 anos e meio e quis entender melhor tudo o que estava acontecendo conversando com seus pais:
– Por que vocês enterraram a minha bisavó na areia?
– Porque ela morreu, filho.
– E por que ela morreu?
– Porque estava velhinha
– E por que ela tava velhinha?
– Porque nasceu faz tempo.
– E por que ela nasceu?
Diante dos intermináveis porquês, a mãe do Miguel resolveu devolver a pergunta:
– Por que você nasceu, Miguel?
E, animado, ele responde:
– Pá bincá, pá durmi, pá acordá quando tiver de dia!
…………………..
E, já com 4 anos, ele retomou com os pais a conversa sobre a morte e o morrer…
– Todo mundo no mundo inteiro vai morrer, mãe?
– Sim, filho, quando fica velhinho, todo mundo morre.
– Todo mundo mesmo?
– Todo mundo.
– Ahhhh, mas eu sei de uma pessoa que nunca vai morrer.
Nesta hora, a mãe do Miguel pensou que ele iria dizer ele mesmo, ou ela, mas ele logo completou:
– O Papai Noel!
Benjamim, com 4 anos, também gosta de observar a Lua e, dia desses, observou:
– Olha, mãe, hoje a lua não tá de bolinha, tá de boquinha!
E, com ares mais românticos, outro dia perguntou:
– Mãe, o céu é ar azul né?
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
Theo, que nunca foi um exemplo de boas maneiras, ficou ainda mais difícil com a chegada do irmão.
Em um dia complicado, voltando da escola, segue o diálogo:
– Filho, está escrito aqui na sua agenda que você está mordendo os amigos… A gente já conversou sobre isso, né?
– Quem escritou isso?
– Sua professora.
– Poquê?
– Porque eu pedi para ela me avisar quando acontecer alguma coisa que a gente precise conversar em casa. E não é legal morder os amigos. Você já sabe, você gosta que mordam você?
– Não!
– Então, os amigos também não gostam. Você vai parar de morder os amigos?
– Não! Eu vou pegá uma borracha e vou apagá esse bilete!