O pai perdeu a paciência e esbravejou:
– Luiza! Vou te dar uma bolacha!
Mas a pequena de dois anos não se abalou e respondeu calmamente:
– Eu quero é pão, papai.
Dia dessas com o Theo (3 anos e meio), lendo a história do Aladin, eu pergunto:
– Filho, se você encontrasse uma lâmpada mágica e pudesse fazer 3 pedidos para o gênio, pudesse pedir qualquer coisa, o que você iria pedir?
E ele responde muito animado:
– Eu ia pedir pra gente ir pra praia!
E o segundo desejo?
– Eu ia pedir pra gente voltar pra nossa casa! – igualmente animado.
E o terceiro?
– Ir pra casa da vovó Stela!!
… acho que o segredo da felicidade é ter desejos simples de serem realizados…
Alice, com 3 anos, já pensando com seus botões:
A Julia, agora com 7 anos, não recorta mais vestidos, mas adora atender o telefone de casa. Dia desses, sua mãe estava bem ocupada e, quando tocou o aparelho e a mocinha já correu para atender, ela pediu:
– Julia, se forem aquelas pessoas querendo vender alguma coisa, do banco, do cartão etc, fala que eu não estou, tá?
– Tá – respondeu Julia, já com a mão no aparelho.
Quando a ligação começou, a moça do outro lado perguntou:
– Por favor a Sra. Cristiane, aqui é do cartão fulano de tal…
Mas a Julia rapidamente já interrompeu:
– Olha, ela não está!
– Ah, não está? Então você pode chamar a sua mãe, por favor?
E a Julia, muito brava, saiu gritando:
– Manhêêêê, eu disse que você não tava, mas não adiantou nada!
– Não quero pular carnaval, tô engripado! – declara Hari, com 3 anos e 9 meses em um dia de pouca folia.
Assim como o Flavio, o Hari – de 3 anos e 9 meses – anda bem observador do que se refere ao universo da gestação e da maternidade ativa. Hoje no supermercado, ele parou intrigado na frente da geladeira de linguiças e perguntou:
– O que é isso, mãe? Placenta?
E, além de fazer descobertas super importantes no banho, o Hugo também usa bastante o banheiro para fazer as necessidades básicas, claro. Com 5 anos, ele gostava de ficar um tempão sentado no vaso e lendo gibis. Um dia, sua mãe estava com pressa e perguntou:
– Já acabou, Hugo?
E ele, bastante calmo, explicou:
– Não, mamãe. Cocô nunca acaba. Amanhã tem mais.