Bebel, com 5 anos, fez um desenho para sua avó mas, antes de entregá-lo, amassou toda a folha.
Intrigada, a avó pergunta:
– Bebel, por que você amassou a folha?
E a netinha responde:
– Para imitar a sua pele vovó!
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?
Joaquim tem quase cinco anos e muitas histórias pra compartilhar. Algumas de suas conversas já foram publicadas aqui. Ele também é irmão do Tomás e filho da Anne – querida parceira no Mamatraquinha… E para não sermos acusadas de nepotismo lá na página pública, vou fazer um post “colar de pérolas” pra enfeitar a página do Conversas de Gente Grande 🙂
Tatoo
– Mãe, tatuagem não sai?
– Não sai.
– Como você fez para ela ficar aí para sempre?
– Eu fui num tatuador. Ele usa uma maquininha com agulhas, que coloca a tinta dentro da pele.
– Ah. Tá.
(um mês depois)
– Se a tinta está dentro da pele, como ela aparece para fora?
Existe pergunta depois da morte…
– Por que o gato da vovó morreu?
A mãe já deu todas as explicações possíveis.
Ele quer aquela que ela não sabe responder – o que é morte, o que é vida…
então, resignada, ela responde:
– Não sei.
– Então pesquisa.
Sem luz, com lógica
– Mãe, eu não gosto de escuro.
– Por que filho?
– Porque não.
– Ah, mas “porque não” não é resposta.
– Então, porque sim.
Inseminação
– Mãe, eu já descobri por onde os bebês nascem!
– Sério filho? Por onde?
– Não é pela vagina, mãe.
– Então sai por onde?
– Pelo umbigo.
– Ah tá.
– Mas ainda não sei por onde entram.
(dias depois…)
– Mãe! Descobri como os bebês chegam nas barrigas das mães!
– Sério filho? Como eles chegam?
– Vocês comem sementes.
Irmão com restrição
– Joaquim, eu terei outro filho se vc me ajudar a cuidar.
– Tá bom. Mas não pode ser bebê e não pode ser menina.
Beatle Monkey
(foto arquivo pessoal, Anne Rammi)
– E esse é o John…?
– Lennon!!
– Isso meninos! E esse é o George…?
– Curioso!!!!
CNV.soquenao
A mãe em uma tentativa falida de mediação de conflitos:
– Eu vou ter uma conversa muito séria com quem bater E com quem apanhar!
(Cara de mãe, mãozinha na cintura).
– Mamãe, sabia que o Tomás bate E apanha?
(Cara de malandro, dedinho na cara da Anne).
…
imagens diversas: pixabay.com
O pai de Bianca, de quatro anos e pouco, chegou em casa e encontrou a filha ajoelhada, com as mãozinhas unidas em oração. Achou um pouco estranho, já que esse não era um hábito da família, mas resolveu se aproximar em silêncio para não atrapalhar. Chegando mais perto, ele escutou a pequena falando baixinho:
– Para, búfalo! Vem aqui, sua porquinha!
É assim que o Gael, de 3 anos, fã de Kiriku e Peppa conversa com sua mãe ultimamente 😉
Ian, com 1 ano e 5 meses, quando vê uma galinha:
– Cocó!
E quando vê um cavalo:
– Pococó!
A Lúcia é prima do Hugo e, quando tinha uns dois anos, apaixonou-se por uma cor: a roxa.
Certa vez, ela chegou em casa enquanto a avó tricotava algumas roupas e pediu:
– Vó, compra um Palio Weekend roxo?
– Ih, Lúcia. Eu não tem dinheiro pra comprar um carro agora. – responde a avó ainda entretida no tricô.
E, respirando fundo para se conformar, Lúcia então finaliza:
– Tá. Então cutchura uma blusa roxa pra mim.