Frutos do mar e maionese

Theo, ainda com quatro anos e nove meses, saindo da escola e voltando no carro:

– Se existe cavalo marinho, existe vaca marinha? – pergunta o mocinho.
– Não, mas existe Peixe-boi… – responde sua mãe.
– Tá.
– E como foi na escola hoje?
– Foi legal, a Letícia foi, mas a Sofia faltou.
– Ela deve estar viajando.
– Ela tá viajando na maionese! (Rindo sozinho). Ô, mãe, como é que viaja na maionese?
– É um jeito de falar, né, filho. Quando alguém está distraído, não escuta o que o outro diz ou quando tá pensando em muitas coisas e nem percebe o que acontece na hora.
– Tá.
Após raro momento de silêncio, a mãe muda o caminho para comprar produtos de limpeza.
– Ô mãe, onde a gente tá indo?
– No supermercado.
– Onde?
– No supermercado!
– Onde?
– No supermercado!! Que foi, Theo, tá com o ouvido sujo?
– Não, né, mãe, tô viajando na maionese! (E volta a dar risada, feliz da vida)

maionesecrédito da imagem: guiadoscuriosos.com.br

Diversas do Gael 2

Gael, agora com 2 anos e 5 meses, vai ganhar um cartão fidelidade aqui do blog 🙂

Empréstimo
Gael: – Esse mamá é meu!
Sua mãe: – Não senhor! Esse mamá é meu!
Gael: – Mai você empéta ele pa mim então?



Loiro bonitão
– Eu apaêço o Bed Pit. 


Crise de identidade
 – Eu um elfo piloto de banana!
  


Gerenciando as tarefas domésticas
– Filho quer descer, não vai mais comer?
– Não, eu não quélo mai papá.
– Tá bom, deixa eu te limpar…
Puquê?
– Porque você tá sujo, caiu comida aqui, olha.
Ímpa o Gael e ímpa a pia também!
 
 

Japonês!

Ricardo, um nissei de uns 35 anos, passeava por uma bela praia da Bahia, quando encontrou um garotinho que parou embasbacado na sua frente.
Ricardo, então, percebeu que o garoto estava muito interessado nos seus olhos. E perguntou:
– O que foi? Nunca viu um japonês?
E o menino lhe deu um sorriso sincero e respondeu com admiração:
– Só o Jaspion!!!

Soneca bagunçada

Artur, com 4 anos e pouco, contando para sua mãe como foi o passeio que fez com o pai:

– E aí, eu tava no carro e o meus olhos estavam bagunceiros.

– Os olhos estavam bagunceiros?

– É. Assim, ó: [e pisca os olhos bem rápido]

Segurando o riso, sua mãe perguntou:

– E o que aconteceu depois?

– Eu fechei eles e dormi.

Dodói

Tomás tem dois anos e uma vez tomou picadas de uma formiguinha muito chata. Depois de chorar um pouco, brincou com a sua mãe de matar as formigas (imaginárias) que picam.

Passado algum tempo ele mostrou um machucadinho que tinha na testa e sua mãe falou:
– Ai, filho, quer que eu dê um beijinho para sarar o dodói?
Mas isso não era mais suficiente, então, ele respondeu:
– Não, mamãe, eu quero que você “mata” o dodói!

Auto controle

Eric vivia se metendo em encrencas. Com 5 anos, já havia sido convidado a se retirar de duas escolas anteriores. A coordenadora pedagógica da escola atual estava tentando uma abordagem diferente, insistia em manter conversas periódicas com Eric, dando espaço para ele falar mais, lembrando sempre que era importante que ele percebesse melhor seus sentimentos, que se controlasse e extravasasse a raiva de outras formas que não fosse batendo nos colegas.
Em um certo dia, Eric entra na sala da coordenação com o rosto bem vermelho e tentando respirar fundo.
– O que foi Eric? – pergunta a coordenadora preocupada.
– É que eu tô se controlando, tô se controlando!

Tarefa lusitana

Joaquim, com quatro anos e dois meses, procurando um brinquedo:

– Mãe, onde está o meu cavalo?
– Filho, eu não sei.
– Mas onde você guardou?
– Eu não guardei nenhum brinquedo. Essa tarefa está nas suas mãos.

(Joaquim olha apavorado para as mãos)

– Não tá! Não tá, mãe, olha!!!

maos

(imagem: pixabay.com)