Exceção!

Amanda tem um primo, chamado Bráulio, que é só 6 meses mais novo que ela.
Quando eles tinham uns 4 ou 5 anos gostavam muito de brincar juntos e, sempre que possível, o Bráulio ia brincar na casa da Amanda. No final de um desses dias, quando Amanda e o pai foram levar Bráulio de volta para a casa dele, encontraram tudo fechado.

Ao ver a cara de decepção de Bráulio, Amanda correu até a porta, pegou um bilhete imaginário e leu em voz alta:
– “Bráulio, precisei sair. Me espere e não vá pra lugar nenhum, exceto pra casa da Amanda”.

Logo tudo se resolveu, pois a mãe de Bráulio, que realmente tinha precisado sair, voltou logo.

Quando soube da história, Lenina, uma das irmãs mais velhas de Amanda perguntou:

– Mas você sabe o que significa “exceto”, Amanda?

E ela respondeu com um ar de “claro que sei”:
– Ai, Le, exceto é bichinho que voa!

Fuscas, Kombis e dragões

Gael, com 2 anos e 11 meses, traz as suas contribuições do mês… 😉

Brincando com o mouse da mãe:

– Filho, a mamãe precisa do mouse pra trabalhar, me dá aqui, por favor?
– Não, não é mouse, é um fuca! É um fucamouse! Eu uso a vêzi, eu pego e tabáio!
 Sua mãe, logicamente, começa a gargalhar.
– Hahahaha! – gargalha também Gael – Eu também tô filiz, mamãe! É mai egal sê filiz!


Brincando com retalhos do papel 1:

– Mamãe, faz uma Kombi de papel pa mim?
Xi, filho, não sei fazer uma Kombi de papel.
– Coloca óda, assim, sabe, e faz uma Kombi pa mim!
– Filho, eu não sei fazer uma Kombi de papel.
– Ah, então faz uma kombinha!

Brincando com retalhos do papel 2:

– Mamãe, faz um filóte de dagão agóa?
– Espera, filho, tô fazendo outro negócio (ela estava entretida com a Kombi).
A vó interfere:
– Aquele pedaço pequeno ali, ó, é o filhote.

Mas Gael não se satisfaz:
– Não, esse não é tão filóte assim, não! Ele é gande!
– É, ele é adulto, né? – pergunta sua mãe.
– Sim, ele até toma cevêja!

Proporção

Aula de História no 7º ano; comparação entre Arte Medieval e Arte Renascentista. A professora explica:

– Nas obras de arte Renascentistas a noção de perspectiva, profundidade e proporção é muito mais precisa do que na medieval. O corpo dos seres humanos passa a ser retratado com muito mais minúcia de detalhes, blablabla...

No livro, os alunos observam um exemplo de obra renascentista: A Criação de Adão (Michelangelo – teto da capela Sistina).

– Professora, você tem certeza que essa obra é Renascentista e não Medieval? – pergunta uma aluna.

– Claro, é um exemplo clássico, o Michelangelo, blablabla..., o homem, blablabla… Convenci?

– Não, por que a noção de PROPORÇÃO aí tá muuuuito errada!

Risos gerais até o final da aula. Busca obstinada de todos os alunos para acharem mais homens e mulheres pelados pelo livro inteiro. A professora, então, resolve colocar mais lenha na fogueira, na tentativa de quebrar um pouco esse tabu da nudez:

– Ah, meninas, é assim mesmo, tem horas que fica pequenininho tem horas que fica grande, ué!

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imagem: wikipedia/domínio público

Adereços femininos

Sabe aquele negócio de prender o cabelo que é mais elegante do que o elástico?

A Sophia, quando tinha uns 3 anos, quase arrumou uma briga na escola por causa deste adereço…

Sophia: – Me dá minha Pivelinha!

Amiga da Sophia: – Aaai, não é Pivelinha, é Prrivelinha!!

Sophia: – Não! É Piiiivelinha! Me dá!!!

Amiga da Sophia: – Tó! Mas não é Pivelinha, é Prrivelinha!!!

Finalmente o pai da Sophia chegou para salvar a pobre fivela que quase quebrou no meio da disputa…

Viagem astral

– Mãe, eu quero pisar na lua. – afirma Caio, com 4 anos e pouco, no carro com sua mãe.

– Ah, então você vai ter que virar astronauta. – explica a mãe.

– Quando eu tinha 2 anos, eu tinha um traje de astronauta. Eu era astronauta de verdade, andava de foguete…

– É mesmo? E pra onde você foi?

– Ah, eu fui para o espaço, pra Saturno…

– Nossa, pra Saturno? Que legal!

– É, só que lá era muito gelado… tive que levar muita roupa de frio. Tinha até pinguim! E urso polar. Aí eu fiquei com medo do urso polar, que queria me comer…

– Puxa, e o que aconteceu?

– Ah, eu corri muito e ele não me alcançou. Aí eu encontrei uma foca e entrei com ela na água.

– A água devia estar muito gelada, né?

– Não, porque a foca estava quentinha e eu mergulhei agarradinho nela… Aí eu entrei no foguete de novo e voltei pra este planeta onde estava antes. E encontrei você, o papai…

– Ah, entendi…

– Sabia que o piloto tinha o mesmo nome de mim? E ele cuidava de mim enquanto a gente estava no espaço!