A incrível examinadora de cocôs
Sarah, ainda com 2 anos e 3 meses, começou a examinar seus cocôs:
– Olha mamãe, palece o dissaulo!
– Mamãe, esse palece a sachicha!
– É uma salsicha, Sarah? – quis saber sua mãe.
– Não, mamãe, é meu cocô, só palece sachicha. – explicou a especialista.
Absurdo
Hugo, com 6 anos e após uma longa e profunda reflexão:
– Mãe, eu acho um absurdo o universo ser infinito!
Vestido Fashion
A mãe da Julia tinha uma festa para ir e permitiu-se uma extravagância naquele mês: comprou um vestido digno de premiação do Oscar.
– Olha, filha, que lindo o vestido que a mamãe comprou!
Julinha concordou, mas não demonstrou muito interesse, estava mais entretida com a sua brincadeira de recortar bonequinhas de papel.
Já no inicio da noite, sua mãe estranhou o prolongado silencio da casa e achou melhor ir ver como estava a filha.
– Ju, o que você esta fazendo, amor?
– Brincando de recortar, mamãe.
– Ainda, filha? Nossa, você gostou mesmo desse negocio de recortar bonequinhas, hein?
– Não, mamãe, agora eu estou brincando de costureira. Olha só os bolsos que eu recortei no seu vestido! Agora ele ficou muito mais lindo!!
As coisas
Nícolas, com 3 anos, em um momento reflexivo…
– Pai, por que as coisas só acontecem quando elas querem?
(eu também gostaria de saber 🙂
….
E querendo constatar o final da construção da sua casa no sítio, entrando no quarto que estava “de pé”, mas sem acabamento nenhum:
– Oba! Já tá tudo ponto, só faltam as coisas!
Perguntas e reflexões do Lúcio
Lúcio, com quase 6 anos, anda cheio de perguntas e boas reflexões:
– Mãe, existem quantos mundos?
– Mãe, a gente pode ir um dia pro deserto do Saara sem passar protetor?
– Mãe, eu queria tanto ter um dromedário de estimação!
– Mãe! Já sei o que quero ganhar de presente de 6 anos: um Tiranossauro Rex de pelúcia, uma luneta para ver as estrelas e um banho de mel!
– Mãe, cana de açúcar vem da natureza, né?
– É filho… – responde sua mãe.
– E cacau também vem da natureza, né?
– É filhinho…
– Então, chocolate vem da natureza e é saudável. Eu quero!
O que é importante
Na escola de Felipe, em todo início de ano, são feitas algumas listas com as crianças, registrando “o que vamos aprender”, ou simplesmente as “regras gerais” combinadas previamente com os alunos, desde os três anos de idade.
Foi em um momento de retomada de uma dessas listas que a professora de Felipe falou:
– Então pessoal, vamos lembrar os nossos combinados?
“1) Levantar a mão para falar”.
“2) Ouvir o que o amigo diz, em silêncio” – Isso é muito importante, não é pessoal?
– SIM! – respondem todos animados.
– Bom, vamos continuar:
“3) Lavar as mãos antes de tomar o lanche”. Isso também é importante?
– SIM – novamente em uníssono…
– 4). Ah, essa também é muito importante. “Não bater no amigo”.
Neste momento, Felipe levanta a mão, demonstrando muita ansiedade para falar.
– O que foi Felipe, você quer falar alguma coisa?
– Professora, sabe o que é muito importante nessa vida?
– O quê?
– O que é mais importante, é não levar chineladas!
Sono rápido
Memórias arqueológicas
Artur, com quase 5 anos, refletindo às 7h da matina:
– Mamãe, quando a gente morre as lembranças ficam na caveira?


