Ioiô

Com três anos, Vaninha estava brincando com um ioiô japonês, aquele que é um papel encerado e enrolado em um palito e que só se mantém assim enrolado se for preso por um elástico, pois a qualquer movimento ele se desenrola e forma um canudo.
Depois de esticar várias vezes o ioiô, enrolou no palito para guardar, mas o rolinho de papel não parava firme porque ela não tinha nada com que prender. Depois de várias tentativas, reclamou:
– Ô mãããããe, o meu ioiô só tá cochichando.
– Cochichando Vaninha? Você sabe o que é cochichar?
– Sei! Quem cochicha o rabo espicha!

Tênis poderoso

Luca, com 5 anos e 4 meses, quando ganha um tênis novo, gosta de perguntar:
– Qual o poder desse tênis? Correr muito rápido? Saltar muito alto?
Dia desses, ele ganhou um novo calçado de seu pai e, portanto, quis saber:
– Qual o poder deste tênis?

– De andar longas distâncias sem se cansar! – respondeu o pai orgulhoso.

Mas Luca precisou completar:

– Acho que ele tem também o poder de ser um pouco feio.

Mil folhas (de queijo)

-Theo, você quer uma pizza de abobrinha ou de quatro queijos? – pergunta o pai para o rapazinho com quatro anos e nove meses.

-Eu quero uma pizza de trinta queijos… não! De quarenta queijos! Aliás, de cinquenta queijos!

E enquanto o pai pensava sobre o que leva um mocinho desse tamanho a dizer “Aliás”, Theo continua:

-Não, de cem queijos!… (para e pensa) … Pai, qual é o último número de todos?

 queijo-546x210crédito da imagem: Africa Studio

É dureza…

Theo, ainda com 4 anos e 8 meses, indo para a escola com o pai:

– Pai, você tem um dinheiro para eu comprar uma pipoquinha?
 
 – Ixi, filho, não… só tenho cartão. – responde o pai após abrir a carteira.

– Ah, tudo bem. – responde o rapazinho em um dia calmo.


Mas o pai aproveita para tentar iniciar a “educação financeira” do rebento:


– Você sabe a diferença entre dinheiro e cartão, Theo?
 

E ele responde “de bate-pronto”:

– Claro, né? Dinheiro é mole, e cartão é duro!

Liberdade assistida

Paulinho, com 5 anos, precisou acompanhar o pai em um dia de trabalho no escritório. Mesmo com algumas tentativas de entretenimento oferecidas pelos colegas do pai, ele ficou entediado, e resolveu riscar as paredes da sala.

Após uma bronca das grandes, Paulinho ficou muito bravo e declarou:

– Vou fugir de casa! 

Decidido, pegou sua mochilinha e foi em direção à porta. Mas, antes de sair, completou:

– Você me leva, papai?

Alaranjado

Catarina (4 anos) conversando com o primo Caio:

– Caio, Caio, Caio, Caio! Vamos brincar de “meus olhinhos estão vendo”?

– Como é?

(Ela explica que teria que dizer a cor de algo que estava vendo e ele teria que adivinhar o que era)

– Beleza, vamos brincar. Pode começar, Catarina.

Alguns segundos depois…

– Meus olhinhos estão vendo uma coisa laranja!

Dez tentativas depois…

– Desisto, Catarina! Diz pra mim o que é…

– Teu dente!

laranja

imagem: pixabay

(história enviada por Caio)

Apostas e Rock and Roll

Miguel tornou-se um frequente colaborador do blog (eba!) e semana passada envolveu-se com jogos de aposta e músicas barulhentas:

Corrida
– Mamãe, vamos apostar corrida? – pergunta o rapazinho.
– Não, filho, a mamãe está com preguiça.
– Mas então, vamos correr sem apostar?

Rock pesado
No meio da brincadeira, Miguel começou a gritar e fazer gesto com a mão na altura da barriga, como quem toca uma guitarra.
– Tá tocando rock, filho? – pergunta sua mãe.
E ele responde empolgado:
– É um rock muito roll, mamãe.