Sarah, ainda com 2 anos e meio, assistindo o desenho “Procurando Nemo”:
– Mamãe, é um talanguejo? – pergunta a mocinha.
– Não, é lagosta. – explica a mãe.
– De mim? Ebaaaaa!!!
– É. Não pode fumar. – responde sua mãe.
– Ah, tá. [pequena pausa] É que nós não somos “ibidos”.
– Como é que é?
– Nós não somos “ibidos”, mãe. Nós somos humanos.
Aula de história, alunos de 13 e 14 anos, capítulo sobre povos indígenas. A professora pede para os alunos observarem as imagens do capítulo, antes de efetivamente iniciarem a leitura. Após 12 imagens observadas, diferentes alunos comentam desanimados:
– Ah, não tem nenhum pelado!
imagem: gartic.uol.com.br
Sarah, com 2 anos e 4 meses, chegou contando animada:
– Mamãe, eu tití Tesão!
– Assistiu o quêêêê? – estranhou sua mãe.
– Ele faz assim ó: OooooOoooOoooô!
Miguel, 8 anos, conversando com o pai:
– Pai, o mundo vai acabar um dia?
– Sei lá, mas acabar como, filho?
– Morrer, se destruir em vários pedaços…
– Mas aí nós iríamos morrer?
– Não pai, iríamos ficar flutuando no espaço até encontrar outro planeta para viver…
– Entendi. E qual planeta você queria viver?
– Não sei, mas Marte não dá pois é muito perto do Sol…. Hum, acho que iria querer viver em Saturno para poder patinar nos anéis!
Alice, com 3 anos, já pensando com seus botões:
Vinicius tem seis anos e, mesmo em dias dias de muito frio, detesta se agasalhar. Ele vai passar um dia inteiro com amigos do curso de Inglês e se recusa a colocar uma blusinha de frio.
Certa vez, com os termômetros marcando oito graus, sua mãe não aguentou e colocou muitos casacos em Vinícius. Bem contrariado, ele tentou explicar:
– Mãe você é OBSESSIVA! Parece doida me enchendo de blusas, não tô com frio!
Até hoje ninguém sabe de onde ele tirou esse “diagnóstico psiquiátrico” para a mãe :), mas a explicação de Vinicius para sua falta de frio (e também para outras atitudes diferentes) é a fala:
– Foi Deus que me fez assim!
João, com 8 anos, participou do campeonato de Taekwondo e contou para sua avó tudo o que aprendeu, inclusive como são as regras e tudo mais.
Depois de ouvir que ele tinha usado protetor bucal sua avó arriscou uma pergunta inocente:
– E você usou protetor de sexo pra não machucar também?
E, então, João ficou bem sério e teve que explicar tintim por tintim:
– Vovó, que é isso?! Sexo não é órgão, é gênero, feminino e masculino ou transar. O protetor é genital, de pênis ou vagina.