Theo, com 4 anos e meio, mexendo no pé da avó, que tem Joanete e alguns calos:
– Ihhh, Vó, seu pé não deu certo, hein?
Theo, com 4 anos e meio, mexendo no pé da avó, que tem Joanete e alguns calos:
– Ihhh, Vó, seu pé não deu certo, hein?
Olívia, com 5 anos, aprendendo diferentes idiomas:
– Mamãe, ‘mon amour’ é uma vaca falando de amor?
Ian, com 1 ano e 5 meses, quando vê uma galinha:
– Cocó!
E quando vê um cavalo:
– Pococó!
Pocoyo!
(essa eu tinha esquecido de publicar na época)
Theo com amiguinha brincando em fevereiro:
Lina: Maíra, a gente pode vê um desenho na tivilisão?
Theo: Deixa, mãe, desenho do Pocoyo!
Eu: Só um pouquinho?
Theo: Só um pouquinho! Eba! Esse desenho é muito sensívu, Lina!
Calendário
Em um final de semana de maio, Theo na sala e eu no quarto:
– Ô mããããe!
– Oi filho.
– Hoje é semana passada?
– Como assim?
(vai até o quarto)
– Hoje, hoje é semana passada?
– Não, Theo. Hoje é hoje. Semana passada foi a semana que passou.
– Mas o que é o hoje?
– Ãh?
– O que é o hoje?
– Hoje é o que tá acontecendo agora, hoje.
– Mas o que é hoje?
– Já falei.. é…
(me interrompendo) – O que é hoje?
E, em tempo, lembro de uma resposta eficiente:
– Hoje é sábado.
– Ah, tá bom!
E volta para a sala satisfeito.
Temperos especiais
Em uma tarde de domingo, brincando de “comidas gigantes”:
– Eu sou o ovo, o papai é a frigideira e a mamãe é o sal.
– OK – respondem os pais.
– Eu vou ficr aqui na frigideira (escalando o pai). Vem, sal, coloca aqui a sua temperência pra comida ficar gostosa!
Cabeças
Ainda com sua cabeça quente em uma noite de Maio:
– Tá muito calor, mãe, minha cabeça tá toda assoada.
E no dia seguinte, com o irmão mais novo:
– Por que o Ian tá com a testa molhada?
– É porque ele mamou e ficou com a cabeça “assoada” que nem você ontem, né?
– Não, acho que não tá assoada, não, acho que isso aí é uma cicatriz de banho.
Construção conjugada
Brincando com uma bancada de madeira, como uma marcenaria de brinquedos:
– Olha, eu vou fazer uma construição!
– Legal, filho.
– Faz você também.
– Ok, vou fazer minha construção.
(passa um tempo)
– Você já construçou? Eu também. Pronto, tá tudo construçado!
Embaralho estomacal
Brincando de massinha e de médico, com um boneco que tem moldes de órgãos do corpo humano:
– Eu já fiz o coração, agora esse aqui é o estôGamo, tá?
– Não quero pular carnaval, tô engripado! – declara Hari, com 3 anos e 9 meses em um dia de pouca folia.
Artur, com 4 anos, descobre uma nova interjeição:
– Meu deus!
– E tu por acaso sabe o que é deus? – quis saber sua mãe.
– O deus. – corrige Artur.
– Tá. O que que o deus faz?
– Ele forma pessoas.
– Ah, é? E como que ele faz isso?
– Assim (e faz uns gestos como quem está moldando massinha de modelar)… (pausa reflexiva)… Ou então, ele aperta uns botões.
Aula de História, 7º anos (ou seja, alunos de cerca de 12 anos). A professora explica:
– Na Idade Média o casamento entre nobres não tinha nada a ver com amor, tinha a ver com interesses políticos, as mulheres não tinham muita escolha, eram obrigadas a se casar com quem seus pais determinassem…
E, em quatro turmas diferentes a reação das meninas foi unânime:
– Mesmo se o cara fosse feio???!!!!